“CPI nunca acusou o deputado Ricardo Barros de nada”, diz Aziz

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), comentou em entrevista na manhã desta terça-feira (9) sobre a ida do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), à comissão.

"As pessoas perguntam quando vem o deputado Ricardo Barros. O que ele vai dizer? Ele vai se defender de algo que quem deveria ter defendido é o presidente", apontou.

De acordo com o senador, é função do presidente defender seu líder, já que de acordo com depoimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF), teria sido o próprio Jair Bolsonaro quem relacionou Barros ao esquema de superfaturamento na compra da Covaxin. "A CPI nunca acusou o deputado Ricardo Barros de absolutamente nada", disse Aziz.

"É simples", continuou o senador. "É só o presidente dizer que o Ricardo Barros é uma pessoa correta, que é seu líder e que confia no seu líder, só isso", apontou. Ainda segundo o senador, a resistência de Bolsonaro em defender Barros é por saber que disse aos irmãos Miranda que o deputado está implicado na compra das vacinas.

Para Aziz, se o governo não tivesse receio de Roberto Dias, militar que foi exonerado do Ministério da Saúde após as acusações de esquema de propina e foi preso ao depor na CPI na semana passada, "acha que teria a quela correria que teve da base do governo para ajudar o Roberto Dias", questiona.

O depoimento de Ricardo Barros estava marcado para a semana passada, mas foi adiado e ainda não há uma definição de data para a oitiva. O líder do governo na Câmara foi ao STF pedir que seja ouvido com celeridade pela comissão.

"Mais uma vez pedi ao STF que marque meu depoimento na CPI ainda nesta semana. Meu nome já foi citado 96 vezes. Cancelaram minha ida no dia 08 sem justificativa. Não estou tendo direito à defesa. Desde o início me coloquei à disposição", disse Barros pelas redes sociais.

Na segunda-feira (12), o presidente disse que vai dar "um crédito" ao deputado:

Essa semana Bolsonaro confirmou que recebeu os irmãos Miranda. “Falei com o Pazuello, foi visto que tinha inconsistências no pedido e passei para frente os papéis que o Miranda deixou lá”, declarou o presidente.

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