CPI aprova sessão sigilosa com Wilson Witzel

Após a defesa do sócio-administrador da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, informar que seu cliente não poderia depor à CPI da Covid nesta quarta-feira (23) por estar em isolamento social depois de chegar da Índia, senadores  votaram novos requerimentos de convocação e quebras de sigilo.

O requerimento para ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel ,em sessão sigilosa foi aprovado pelos parlamentares. A votação do requerimento gerou discussão entre os senadores. A base que defende o governo na CPI discordou da aprovação pela possibilidade do colegiado precisar ir ao Rio de Janeiro escutar o ex-governador, mas a data e o local da diligência ainda não foram definidos.

A lista completa de requerimentos está disponível aqui.

Os senadores aprovaram a convocação dos representantes do Twitter, Facebook e Google no Brasil.

O requerimento do senador Humberto Costa (PT-PE), para que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça uma auditoria de gastos da 'motociata' do presidente foi aprovado pelo plenário da CPI.  Governistas alegaram que não há relação com pandemia, mas o senador defendeu que o presidente  infrigiu normas estaduais de combate ao vírus. O pedido foi aprovado por seis votos a quatro.

Na sessão desta quarta, senadores da base bolsonarista criticaram a atividade da CPI. Para o senador Eduardo Girão (Podemos-CE),  apesar do colegiado estar perto de completar dois meses de funcionamento, os senadores estão " muito longe de investigar o mau uso, pelos Estados e Municípios, dos bilhões de reais repassados pelo Governo Federal."

Ontem, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que uma nova frente se abre na comissão: a da investigação sobre corrupção ativa e passiva. O ponto de partida é a votação dos requerimentos para depoimento do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda e de seu irmão, o deputado federal Luis Claudio Fernandes Miranda (DEM-DF) que foram aprovados pelos senadores.

Os parlamentares suspeitam que o governo federal está envolvido em superfaturamento na compra de doses da vacina indiana Covaxin que ainda não chegou ao Brasil. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “estava diretamente envolvido” na compra da vacina Covaxin. “Estávamos tratando essa investigação como mero caso de omissão. Mas precisamos evoluir para o patamar seguinte: foram ações deliberadas”, disse.

As quebras dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de 11 empresas ligadas ao empresário Carlos Wizard, que será ouvido pelo colegiado no dia 30 de junho foram aprovados.

Senadores aprovaram  pedidos de informação para investigar medidas de enfrentamento à pandemia em comunidades indígenas e quilombolas. Os dados devem ser apresentados pelos Ministérios  da Saúde; da Mulher, Família e Direitos Humanos; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e da Cidadania, além da Secretaria de Governo da Presidência da República e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Depoimentos

O depoimento do professor da Universidade Federal de Pelotas (RS) Pedro Hallal, marcado para sexta-feira (25), foi adiantado para amanhã (24). Pelas redes sociais, o epidemiologista disse que pretende mostrar, entre outros dados, resultados obtidos pelas Epicovid, uma das principais pesquisas do país sobre mapeamento da doença.

 

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