CPI aprova requerimento para ouvir servidor que autorizou compra da Covaxin

 A convocação de William Amorim Santana, servidor da divisão de importação do Ministério da Saúde, foi aprovada pelo colegiado da CPI da Covid nesta quarta-feira (7). William foi citado  pela fiscal de contratos do Ministério da Saúde Regina Oliveira e por Luis Ricardo Miranda  como o responsável pela liberação da importação da vacina Covaxin.

Além da convocação de William, Andreia Lima, CEO da VTC Operadora Logística, e o reverendo  Amilton Gomes de Paula, acusado de receber ofertas de propinas nas negociações da vacina pela empresa Davati, também tiveram as convocações aprovadas.

Até ontem (6), os senadores da CPI entraram em acordo para aprovar 59 requerimentos, mas após a reunião do G7- grupo de senadores que se declaram de oposição ou independentes - o acordo mudou.

Segundo o vice-líder da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), novos requerimentos serão analisados na próxima semana. Entre eles, a quebra de sigilo telefônico do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR).

“Não houve consenso entre os senadores sobre a aprovação dos outros requerimentos. É preciso poupar as sessões deliberativas”, disse. “O que determina a análise dos requerimentos é a dinâmica da investigação”, emendou Randolfe.

Com os próximos depoimentos desta semana, os senadores pretendem fechar as investigações sobre as negociações irregulares nas compras das vacinas pelo Ministério da Saúde. Até o momento não há certeza da data de convocação do deputado Ricardo Barros. De acordo com o vice-líder da Comissão, a data prevista é para o dia 20 de julho, mas o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), não confirmou.

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