CPI aprova quebra de sigilo de Carlos Wizard e de membros de farmacêuticas

Novos requerimentos apresentados pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), de quebras de sigilo telefônico, telemático, fiscal e bancário  foram aprovados na CPI da Covid nesta quarta-feira (16). O empresário Carlos Wizard, apontado como integrante do “gabinete paralelo”, grupo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro fora das diretrizes do Ministério da Saúde na gestão da pandemia, teve a quebra de sigilo aprovada pela Comissão.

Os executivos da farmacêutica Apsen, que produz hidroxicloroquina, Renata Spallici e Renato Spallici também tiveram os sigilos  telefônico, telemático, fiscal e bancário quebrados. A empresa foi favorecida com pedidos do presidente Jair Bolsonaro do remédio sem eficácia comprovada para a covid-19 a autoridades indianas.

Francisco Emerson Maximiano, da empresa Precisa teve as quebras de sigilo e a convocação aprovada pelos senadores. José Alves Filho, sócio da Vitamedic, fabricante da ivermectina no Brasil, também teve o pedido para quebra de sigilos aprovado.

O requerimento da convocação de Carlos Garbas, representante do Consórcio Nordeste, foi rejeitado. A votação do pedido do senador Eduardo Girão causou discussão entre os parlamentares e precisou ser votada nominalmente. A proposta foi rejeitada por 6x4. Humberto Costa afirmou que os recursos aplicados pelo Consórcio Nordeste eram dos estados, o que eliminaria investigação da CPI sobre aquisições.

Documentos

Mais de dois mil arquivos entregues para a CPI da Covid e classificados como sigilosos terão o status mudado para documentos ostensivos. Os senadores da comissão aprovaram a reclassificação dos documentos. A medida foi uma iniciativa do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Até documentos que estão no Portal da Transparência que o governo mandou pra cá como sigiloso. Estão no Portal da Transparência, e ele manda como sigiloso. Uma forma de tentar obstruir a investigação, correto? Porque é muito fácil botar lá o carimbo 'sigiloso'", ressaltou Aziz defendendo a transparência nos documentos

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