Congressistas do PSL criticam STJ por soltar funcionários da Vale

Parlamentares do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, criticaram na tarde desta terça-feira (5) a decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de ordenar a soltura de três funcionários da mineradora Vale e outros dois engenheiros da TÜV SÜD, empresa de origem alemã.

A prisão do grupo havia sido um desdobramento do rompimento de uma barragem de rejeitos de minérios da Vale em Brumadinho (MG), tragédia que deixou 134 mortos confirmados até esta terça.

Autora de um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o desastre, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) usou o Twitter para criticar a justificativa o STJ Nefi Cordeiro, relator do pedido de habeas corpus dos investigados da mineradora. O ministro argumentou que o grupo não oferece risco à investigação.

Propostas de CPI sobre Brumadinho têm alvos diferentes

"Vale lembrar que Cordeiro também não viu risco de fuga quando mandou remover a tornozeleira de Cesare Battisti [italiano deportado de volta à terra nata em janeiro para cumprir pena por assassinatos cometidos na década de 1970]. Nefi é um otimista", ironizou a parlamentar.

Outro parlamentar que atacou a decisão do STJ foi o ex-atleta e também estreante na Câmara Luiz Lima (PSL-RJ). "134 mortos em uma tragédia anunciada e ignorada pelos responsáveis. Hoje, mais uma vez, o STJ envergonha a nação brasileira e mancha as páginas da 'justiça' no país. Não foi acidente! A tragédia de Brumadinho foi crime contra a vida, com danos imensuráveis ao meio ambiente", publicou o congressista.

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