Bolsonaristas lançam grupo “apartidário” dentro do PSL

Deputados da ala bolonarista do PSL lançaram à pouco um grupo, que promete ser apartidário, chamado Brasil Acima de Tudo. Totalizando 28 deputados, todos do PSL, os parlamentares pretendem se fortalecer mutuamente. "Um vai levantar a bola do outro", afirma o líder da sigla na Câmara, Eduardo Bolsonaro.

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Segundo o filho do presidente, a intenção do grupo não é mantê-lo na liderança em 2020, pelo contrário, o grupo deve levantar um novo nome para isso. "Eu sempre falei que não gostaria de ser líder, o que eu quero ano que vem é de ter tempo para rodar todo o Brasil levando principalmente o nome da frente a todos os estados", disse Eduardo que também pretende levar o nome do governo e os valores conservadores por todo o país.

"É como se fosse um PSL Mulher, PSL juventude", explica o líder da sigla na Casa, que afirma que a frente não se trata de um partido dentro do PSL.

Dentre os deputados federais que compõem a frente estão: Julio Amaral, Bia Kicis, Coronel Armando, Nelson Barbudo, Major Victor Hugo, Carla Zambelli, Bibo Nunes, General Girão, Filipe Barros, Carlos Jodi, Cris Tonieto e Major Fabiano. Eduardo prometeu revelar os nomes dos 28 ainda nesta terça.

A missão do grupo é "participar ativamente da política brasileira, representando abertamente uma parcela relevante da sociedade, seja governando ou na oposição, sempre na imorredoura [infindável] busca pelo bem-comum de toda a comunidade".

O grupo promete "respeitar os fundamentos sobre os quais, historicamente, nossa comunidade se formou e se desenvolve", diz o manifesto dos valores da frente. O site oficial do grupo é:  www.frentebrasilacimadetudo.com.br.

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Ação na Justiça para sair do PSL

Apesar de ter sido lançado esta frente hoje sob o discurso de manter a coesão partidária, um grupo de 26 deputados da ala bolsonarista da sigla protocolou nesta terça-feira um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a desfiliação do partido, sem a perda de mandato. A peça judicial é mais um episódio da crise interna, que dividiu o PSL em dois: aliados do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e partidários próximos ao presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).

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