Bancada evangélica se reúne para discutir estratégia após veto a perdão de dívidas

A bancada evangélica se reúne no fim da tarde desta terça-feira (15) para discutir as estratégias que adotará após o veto parcial de Jair Bolsonaro ao projeto que perdoava dívidas bilionárias de igrejas com a União. Segundo o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), a maior parte da bancada - aliada tradicional do presidente - é favorável à derrubada do veto, conforme indicação do próprio Bolsonaro, e de um diálogo sem atritos com o governo para a construção de uma proposta de emenda à Constituição que pacifique as questões relativas à imunidade tributária às igrejas.

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"90% da bancada está unida no mesmo sentido de dialogar com o presidente com relação ao veto e à PEC", diz Cezinha, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica.

Apesar da predisposição à composição da maior parte da bancada, o deputado disse ter visto manifestação contrária "de dois ou três" deputados. Um dos objetivos da reunião é justamente ter uma noção mais clara sobre como os diversos parlamentares se posicionam sobre o tema.

Também integrante da frente, o deputado Lincoln Portela (PL-MG) disse estar disposto a seguir a orientação do governo sobre o tema, tanto em relação ao veto como sobre a construção da PEC.

A bancada também pediu um parecer jurídico para orientar os deputados sobre os caminhos possíveis para a matéria. Por isso, é esperada a participação do jurista Ives Gandra Martins, ligado à ala mais conservadora da Igreja Católica, no encontro.

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