Por votos, Lira promete negociar com o governo para vacinação começar no AM

O candidato a presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta quinta-feira (7) que, se for eleito, vai negociar com o governo federal para que a vacinação contra a covid-19 comece no estado do Amazonas.

A declaração foi dada em entrevista coletiva em Manaus (AM). Lira visitou o estado acompanhado do deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que é candidato a vice-presidente da Casa no bloco do líder do PP. Ramos ressaltou que o Amazonas é a única unidade da federação que está na fase roxa, que é superior à vermelha de risco do coronavírus.

Apesar de ser candidato do bloco, a vitória de Lira não garante Ramos na vice-presidência. Regimentalmente o presidente é escolhido por eleição direta dos deputados, já os outros cargos da Mesa Diretora são distribuídos conforme o tamanho do bloco partidário. Ou seja, se Lira ganhar o não tiver o maior bloco, o cargo de vice vai para outro deputado.

O Amazonas tem mais de 200 mil casos confirmados de covid-19 e mais de 5 mil mortes. Mais de mil pessoas estão internadas no estado por conta da doença.

"Que se comece por aqui, é um critério, uma luta que podemos fazer e que faremos. É lamentável, mas é o que estamos vivendo, é apertar a [pasta da] Saúde para que tenha a vacinação e que se inicie pelo Amazonas", afirmou Lira.

O Ministério da Saúde ainda não divulgou quando a vacinação vai começar no Brasil, mas deu uma previsão de começar neste mês de janeiro.

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Lira também afirmou que vai dialogar com deputados de todos os partidos e não vai vetar matéria de nenhuma ideologia.

"Nós não temos absolutamente qualquer preconceito com tema de direita, esquerda e centro, contanto que ele esteja amadurecido na nossa sociedade e com maioria para ser votado no Parlamento."

Em críticas ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a Baleia Rossi (MDB-SP), principal concorrente do deputado do PP na disputa pelo comando da Casa, Lira afirmou que hoje a Câmara é controlado por poucos deputados próximos a Maia.

"Vamos respeitar a proporcionalidade partidária. Os maiores partidos terão mais relatórios? Terão, mas os menores partidos também serão atendidos todos dentro de um rodízio proporcional de participação. Isso vai dar visibilidade, vez e voz para muitos deputados de estados pequenos como o meu, de estados grandes como o Amazonas de territorialidade, mas também pequenos e até menores que meu estado possam ter vez e voz na Casa", falou.

E completou: "o meu princípio é mudar o centralismo e absolutismo das discussões hoje da Câmara dos Deputados. Isso está claro, a pandemia não fez bem, como não fez bem ao Brasil, não fez bem a Câmara dos Deputados e precisamos regularizar minimamente essa situação a partir do ano de 2021".

Além de Manaus, o lider do PP está em viagem aos estados do Norte desde terça-feira (5). Ele já visitou Macapá (AP), Belém (AP) e Boa Vista (RR). Também estão previstas viagens a Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO).

Veja a íntegra da entrevista coletiva.

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