Alvaro Dias: Guedes foi babaca, mas projetos não serão comprometidos

A decisão da maioria dos senadores pela derrubada dos vetos presidenciais na possibilidade de reajuste de servidores até 2021 causou uma guerra entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e congressistas.

Após votação no Senado na quarta-feira (19), que rejeitou o veto, Guedes afirmou que o impacto potencial da medida era de até R$ 120 bilhões e classificou a decisão dos senadores de “desastre” e “crime contra o país”.

Após articulação, que envolveu principalmente o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), e o presidente na Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os deputados reverteram o resultado e mantiveram o veto.

Veja como cada deputado votou no veto ao reajuste de salário de servidores

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Há um requerimento (íntegra), de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), para que Guedes seja convidado a falar aos senadores sobre a declaração.

O senador Alvaro Dias (PR), líder do Podemos, fez uma série de críticas a Guedes, mas negou que isso irá prejudicar a votação de pautas importantes para o governo.

“A sorte dele e do governo é que o Senado é muito mais responsável e não vai ter alteração de comportamento. Obviamente alguns discursos mais críticos em relação ao governo, mas os projetos não serão comprometidos”, disse Alvaro Dias ao Congresso em Foco.

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“O achincalhe ficou por conta do Guedes, a irresponsabilidade é dele, ele é que foi um molecão nisso, um verdadeiro moleque. Ele sabe que o que ele diz é mentira, não existe essa hipótese de aumentar despesa como ele afirmou. Ele foi muito irresponsável, foi um verdadeiro babaca o Guedes”, declarou o senador.

"Nós votamos tudo muito rapidamente, inclusive um projeto muito impopular como a reforma da Previdência. Não haverá alteração de comportamento."

O Planalto pretende avançar no Senado nas próximas semanas uma série de iniciativas, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, que permite corte de despesas obrigatórias, como no salário de servidores, e que vai servir para financiar parte do Renda Brasil, reformulação do Bolsa Família.

 

 

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