Bolsonaristas criticam encontro entre o ex-presidente Lula e o Papa

O encontro entre o  líder da Igreja Católica, Papa Francisco com o ex-presidente Lula, em uma audiência no Vaticano, gerou repercussões polarizadas entre autoridades políticas aliadas ao governo de Jair Bolsonaro e outras que não o aprovam. Em uma postagem publicada na manhã de hoje (14), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno disse que o Papa mostrou "compaixão" e "solidariedade a malfeitores", considerado pelo general como algo "a gosto dos esquerdistas".

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O deputado Bibo Nunes (PSL-RS) escreveu nas redes sociais que a decisão do Papa em receber Lula "abalou até o inferno". Já a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) chegou a gravar um vídeo em espanhol, com cerca de um minuto de duração, para criticar a decisão do pontífice. No vídeo, ela diz que Francisco tenta “emular a misericórdia de Jesus" e lê uma passagem bíblica. Os dois deputados foram suspensos das atividades partidárias pelo PSL, no ano passado, por terem apoiado Jair Bolosnaro durante a crise interna no partido.

O deputado José Guimarães (PT-CE) rebateu a fala do general Heleno. O deputado disse que o general na época dos governos de Lula e Dilma"bajulava" os governos dos petistas para ter espaço nas missões definidas pelo PT.

Ontem, o ex-presidente Lula publicou nas redes sociais uma foto do encontro em que ele é abençoado pelo Papa, seguido de um texto em que diz que a visita foi para "conversar sobre um mundo mais justo e fraterno".

Na última terça (4), a defesa de Lula solicitou que o depoimento na Justiça Federal, previsto no último dia 11, fosse adiado devido a viagem internacional marcada entre os dias 12 e 15 de fevereiro para visitar o Papa. “Conforme se procedeu durante todo o tramitar do feito, o peticionário declara que não deixará de comparecer a nenhum ato judicial para o qual sua presença seja obrigatória”, argumentaram os advogados no pedido que foi aceito pelo Juiz da 10ª Vara Criminal de Brasília.

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) escreveu em sua conta pessoal do Twitter que entre os temas na pauta do encontro está a luta contra a desigualdade, o combate à fome e o enfrentamento à pobreza. Segundo ela, Lula e o Papa Francisco são "referências mundiais" destas causas e  que os dois "sempre colocaram o povo pobre como prioridade de suas ações".

O depoimento adiado de Lula diz respeito a Operação Zelotes na qual ele é investigado por suspeita de favorecer o setor automotivo por meio da edição de uma medida provisória. Lula, seu ex-chefe de gabinete, Gilberto Carvalho e outras cinco pessoas foram denunciadas por participação no esquema. O ex-presidente já é réu na Zelotes desde dezembro do ano passado.

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