Justiça manda Netflix retirar especial do Porta do Fundos

O desembargador do Rio de Janeiro Benedicto Abcair determinou que a Netflix retire do ar o especial de natal do Porta do Fundos que retrata uma versão homossexual de Jesus Cristo.  A decisão, de caráter provisório, foi publicada na terça-feira (7) e atende a uma solicitação do Centro Cultural Dom Bosco de Fé e Cultura (íntegra).

"Por todo o exposto, se me aparenta, portanto, mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do agravo, recorrer-se à cautela, para acalmar ânimos, pelo que concedo a liminar na forma requerida", conclui o desembargador ao aceitar o pedido.

O requerimento do Centro Dom Bosco, instituição católica do Rio de Janeiro, foi negado inicialmente pela 16ª Vara Cível da Comarca da cidade do Rio de Janeiro.

A decisão agora aprovada pelo desembargador determina a suspensão imediata do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo, assim como trailers, making of, propagandas, ou qualquer alusão publicitária ao referido filme; e ao primeiro réu (PORTA DOS FUNDOS) que se abstenha de autorizar a sua exibição e/ou divulgação por qualquer outro meio, assim como de trailers, propagandas ou qualquer alusão publicitária ao referido filme, sob pena de multa".

Por conta do especial, a sede produtora do Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro, foi vítima de um ataque com coquetel molotov no dia 24 de dezembro. Eduardo Fauzi, o principal suspeito de participar está foragido e foi visto embarcando para Moscou, na Rússia.

Filme de natal provocou protestos

Assim como em 2018, a produtora, que tem na religião um de seus temas de inspiração, produziu um filme com a temática de natal neste ano, causando controvérsia entre cristãos e até mesmo muçulmanos.

No filme batizado de A Primeira Tentação de Cristo, Jesus é homossexual e tem um relacionamento amoroso com outro homem. Além disso, Deus vive um triângulo amoroso com Maria e José, pais humanos de Jesus.

O filme causou ruído no Congresso, levando deputados a solicitarem a ida de representantes da Netflix, plataforma onde o filme está disponível, para prestar esclarecimentos sobre a produção.

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