Políticos repercutem crise entre Aras e Lava Jato

A crise entre o Procurador-geral da República, Augusto Aras, e a Lava Jato repercutiu no ambiente político. Na terça-feira (28), Aras disse “agora é a hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”.

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O deputado Paulo Ganime (NOVO-RJ) afirmou que é preciso “defender a Lava-jato e o combate à corrupção, que ela é referência mundial. Erros podem ter sido cometidos, mas o saldo é muito positivo."

Já o senador Major Olímpio (PSL-SP) questionou a fala do Procurador-Geral da República, Augusto Aras. "Não consigo entender as manifestações dele. Me parece que ele quer acabar de vez com a Operação Lava Jato. Porém, o Senado não irá se calar. Iremos até a última consequência", pontuou o senador.

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, apontou que desconhece “segredos ilícitos no âmbito da Lava Jato. Ao contrário, a Operação sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas Cortes superiores, como STJ e STF”.

Paulo Teixeira (PT-SP) classificou como “gravíssimas” as declarações do PGR.

O deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS) criticou a fala do PGR

O senador Oriovisto Guimarães (PODE-PR), divulgou um vídeo em que diz que sempre foi defensor da Operação.

“Sempre fui e continuo sendo um defensor da Operação Lava Jato. Dedico grande parte de meu tempo como Senador lutando pelo fim do foro privilegiado e pela instauração da prisão em segunda instância. No momento existe em curso uma intensa movimentação para acabar com a Lava Jato e para desqualificar todos os atores públicos responsáveis pelo êxito dessa operação. Não podemos permitir esta inversão absurda que pretende absolver todos os que foram condenados pela Lava Jato e ao mesmo tempo condenar todos os responsáveis pela existência desta operação", declarou.

Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que participa de uma reunião virtual com o procurador-geral da República nesta quarta-feira (29). O encontro, diz, “é uma resposta à declarações de Aras, para quem é hora de ‘corrigir rumos’ para que o ‘lavajatismo’ passe e seja substituído no Ministério Público por outro modelo de enfrentamento à criminalidade”.

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