Barroso determina devolução do passaporte de Wizard apreendido pela CPI

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou nesta sexta-feira (2) a devolução do passaporte do empresário Carlos Wizard. O documento havia sido apreendido quando Wizard retornou ao Brasil, na segunda (26), para prestar depoimento à CPI da Covid.

Na comissão, acompanhado do advogado Alberto Toron, Wizard optou por ficar em silêncio sobre todas as perguntas feitas pelos senadores.

O direito de permanecer em silêncio foi definido pelo próprio ministro Luís Roberto Barroso. A decisão foi baseada no fato de que Carlos Wizard é investigado pela CPI e não poderia ser obrigado a produzir prova contra si próprio.

Em sua decisão, Barroso afirma que a retenção do passaporte não se mostra "indispensável para a continuidade dos trabalhos de investigação".

Carlos Wizard é apontado como um dos 14 investigados pela comissão e supeito de integrar um "gabinete paralelo", espécie de ministério extraoficial, que aconselhou o presidente durante a pandemia sobre questões como o tratamento precoce.

>> Em revide a silêncio de Wizard, CPI mantém passaporte do empresário confiscado

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