Mesmo com pandemia de coronavírus, construção civil não parou no DF

Em meio à pandemia do coronavírus o Brasil praticamente parou. Comércios, academia, restaurantes e bares estão, em muitos estados, fechados e assim devem ficar enquanto o vírus for uma ameaça. Porém, existe um setor que continua funcionando: a construção civil. No Distrito Federal, os pedreiros, eletricistas, engenheiros e demais profissionais da área seguem trabalhando.

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O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) se antecipou e foi o primeiro a decidir pelo fechamento de estabelecimentos, suspensão das aulas e de diversas outras atividades para conter a pandemia de coronavírus.

O decreto que determinou o fechamento de boa parte do comércio e de serviço, o governador excluiu serviços considerados essenciais:  clínicas médicas, laboratórios, farmácias, supermercados  e produtos para casas atacadistas e varejistas, minimercados, mercearias e afins, padarias, açougues, peixarias, postos de combustíveis e operações de delivery. Na mesma categoria, ainda que haja clara discrepância, foram incluídas as empresas de construção civil e lojas de materiais de construção.

Desta maneira, as obras seguem e os operários continuam tendo que se locomover até o ambiente de trabalho, onde é comum que haja interação com colegas e trocas de ferramentas, tendo assim contato com objetos que podem ter passado nas mãos e pessoas infectadas com o vírus. "As empresas estão tomando todos os cuidados para que isso ocorra. Não há registro de qualquer caso [de contágio nas obras]", afirmou o governo através de sua assessoria de imprensa.

Também através da assessoria, o governo do DF explicou que o trabalho ao ar livre oferece muito menos riscos de contágio. "O objetivo do governo é manter a economia funcionando; com a retirada de milhares de carros da circulação, os trabalhadores da construção civil podem seguir normalmente em suas funções", disse.

O Congresso em Foco tentou contato com a construtora Emplavi, mas até a publicação dessa reportagem não obteve resposta.

São Paulo

O Distrito Federal não é um caso isolado. Em São Paulo, o governador João Doria teve entendimento similar. “Não podemos ter paralisação do setor e nem mesmo em obras. As obras do metrô, de prontos-socorros e de hospitais, de rodovias e de ferrovias, obras que estão em curso e que atendem a necessidade da população, assim como obras de recuperação necessárias ao perfeito funcionamento de municípios e obras de manutenção, não podem ser interrompidas”, completou.

O Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP), determinou uma série de medidas diante da pandemia do coronavírus. Flexibilização da jornada de trabalho para evitar aglomeração dos funcionários e férias coletivas e individuais para diminuir a quantidade de operários nas obras são algumas das medidas defendidas.

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