Governo espera R$ 6,1 bilhões com leilão de 22 aeroportos, mas crise preocupa

O Ministério da Infraestrutura espera garantir R$ 6,1 bilhões com os leilões da concessão de 22 aeroportos a serem realizados nesta quarta-feira (7). O receio do governo é que a crise econômica, com a paralisação das reformas, as incertezas sobre o orçamento e o agravamento da pandemia, afaste investidores, prejudique a concorrência e reduza o ágio pretendido. Neste primeiro dia da chamada "Infra Week", os aeroportos serão divididos em três blocos regionais:

7 de abril
22 aeroportos, divididos em três blocos regionais
Central - R$ 2,1 bilhões
Goiânia, Palmas, São Luís, Imperatriz (MA), Teresina e Petrolina (PE)

Norte 1 - R$ 1,7 bilhão
Manaus, Tabatinga (AM), Tefé (AM), Porto Velho, Boa Vista, Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC)

Sul - R$ 2,9 bilhões
Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (todos no Paraná); Navegantes e Joinville (em SC) e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul.

Caso a venda dos ativos se confirme, apenas hoje o governo vai repassar à iniciativa privada a mesma quantidade de terminais aeroportuários do que o total atualmente concedido (22).

A "Infra Week" prossegue pelos próximos dois dias. Na quinta-feira será leiloada a concessão da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (Fiol), importante plataforma de escoamento do minério de ferro produzido na região de Caetité (BA) e da produção de grãos do oeste da Bahia pelo Porto Sul. Já na sexta-feira (9), serão concedidos cinco terminais portuários.

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