Questionado sobre Onyx, Bolsonaro diz que esteve com ele e encerra coletiva

O presidente Jair Bolsonaro foi questionado no final da tarde desta sexta-feira (31) sobre como está a situação do ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Em aparente descontentamento com a pergunta, o mandatário disse que esteve com ele "agora há pouco" e encerrou a entrevista coletiva.

"Já que deturpou a conversa acabou a entrevista", respondeu. A declaração foi dada em frente ao Palácio da Alvorada e tinha como tema focal o coronavírus.

O pronunciamento de Bolsonaro foi após reunião para tratar da disseminação do vírus. Também participaram os ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Onyx.

Bolsonaro afirmou que não irá fechar as fronteiras do país e nem resgatar os brasileiros que estão na China querendo retornar.

As falas foram transmitidas por meio da página no Facebook de Bolsonaro:

O ministro Onyx antecipou a volta do recesso e desembarcou na manhã desta sexta-feira (31) em Brasília. Após sucessivas perdas de poder da pasta da Casa Civil, a expectativa, que acabou sendo confirmada, era que ele se reunisse com o presidente Jair Bolsonaro.

“Se não conversarem hoje é sinal muito ruim da crise”, disse mais cedo nesta sexta ao Congresso em Foco um aliado próximo de Onyx.

Na quinta-feira (30), Onyx Lorenzoni perdeu o controle sobre o Programa de Parcerias de Investimento (PPI) e teve auxiliares diretos demitidos da pasta.

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Ao desembarcar nesta sexta no aeroporto de Brasília, Onyx confirmou que iria tratar do esvaziamento da pasta com Bolsonaro.

“Eu preciso compreender, preciso conversar com o presidente. Entender as razões, ele também vai ouvir uma série de questões que eu vou esclarecer a ele. Mas a nossa relação é de muita amizade, a nossa relação é de muita confiança entre um e outro, nós somos amigos há mais de 20 anos. Eu tenho certeza de que o entendimento vai prevalecer”, disse o ministro segundo o G1.

Inicialmente não estavam previstos na agenda pública compromissos do mandatário. O presidente se recupera de uma cirurgia feita na noite de quinta-feira.  No entanto, logo na manhã desta sexta,  Bolsonaro recebeu o general Augusto Heleno por pouco mais de uma hora no Palácio da Alvorada.

Deputados do Centrão, como Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e Marcelo Ramos (PL-AM), disseram ao Congresso em Foco que a Casa Civil está esvaziada após as constantes mudanças e sugeriram que Onyx saísse do cargo.

Próximo do ministro, de quem foi colega de bancada na Câmara dos Deputados por mais de dez anos,  o líder do DEM, Efraim Filho (PB), evita falar sobre a possibilidade de Onyx sair da Casa Civil ou ocupar outras funções na Esplanada ministerial de Jair Bolsonaro

"Vamos aguardar uma posição de Onyx após conversar com o presidente. Ele tem nosso respeito, admiração e solidariedade", disse Efraim ao site.

A interpretação do entorno do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), é que Bolsonaro está insatisfeito com o tamanho que o DEM tem tomado. Além do Senado, o partido tem o comando da Câmara dos Deputados com Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Alcolumbre foi eleito presidente do Senado em fevereiro de 2019 com o apoio principal de Onyx. Apesar de atritos antigos, Onyx e Maia tem ensaiado uma aproximação e o ministro virou presença constante na residência oficial da presidência da Câmara.

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