Regina Duarte deve R$ 319,6 mil por irregularidades com a Lei Rouanet, diz revista

Convidada para assumir a secretaria especial de Cultura do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a atriz Regina Duarte deve R$ 319,6 mil por irregularidades na prestação de contas com a Lei Rouanet, segundo a revista Veja.

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A atriz é dona de uma empresa chamada A Vida É Sonho Produções Artísticas, que conseguiu financiamento da lei de fomento à cultura para três projetos. Um deles, Coração Bazar, captou R$ 321 mil, mas teve sua prestação de contas negada pela área técnica do Ministério da Cultura, em março de 2018.

Com isso, Regina foi condenada a restituir $ 319,6 mil  ao Fundo Nacional de Cultura (FNC). De acordo com a revista, a conta não foi paga ainda porque houve a apresentação de um recurso.

Dos outros dois projetos que conseguiram financiamento da lei, um teve suas contas aprovadas e o outro ainda não foi analisado. A atriz afirmou à Veja que fará o que "a Justiça determinar".

Sócio-administrador da empresa, o filho de Regina, André Duarte, disse que a prestação de contas foi negada por um descuido. De acordo com ele, não foram anexados comprovantes de que a peça foi exibida sem a cobrança de ingressos, que era a contrapartida do contrato.

Regina convidada, mas não aceitou

A atriz foi convidada para cuidar da gestão da Cultura do governo de Jair Bolsonaro na sexta-feira passada (17), depois que o ex-secretário Roberto Alvim foi exonerado em função das referências nazistas feitas em um vídeo da Secretaria de Cultura. Depois do convite, Regina Duarte chegou a elogiar o governo. A atriz, porém, ainda não decidiu se vai entrar ou não para o governo.

Regina foi à Brasília nesta quarta-feira (22), onde almoçou com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e conheceu a sede da Secretaria acompanhada do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que comanda a pasta cuja área cultural está vinculada.

O futuro secretário de Audiovisual, André Sturm, também recepcionou Regina. Sturm foi secretário de Cultura quando João Doria (PSDB) era prefeito de São Paulo. Escolhido pelo último a ocupar a Secretaria de Cultura, Roberto Alvim, para comandar a área de audiovisual do governo federal, sua nomeação ainda não saiu no Diário Oficial da União.

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