Randolfe pede à PGR que investigue atos de Bolsonaro no último domingo

Após o presidente Jair Bolsonaro ter participado de um ato em que os manifestantes defendiam intervenção militar e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (19), em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, o senador Randolfe Rodrigues (REDE - AP) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue as ações do presidente.

> Cadastre-se e acesse de graça, por 30 dias, o melhor conteúdo político premium do país

No documento encaminhado nesta segunda-feira (20) ao Procurador-Geral, Augusto Aras, Randolfe considera as declarações e atitudes públicas de Bolsonaro como "uma posição declarada a favor do desmonte e enfraquecimento planejado das instituições democráticas e da credibilidade das autoridades de maior relevo na República”. Para o líder da Oposição no Senado, essas atitudes não ocorreram de forma isolada e o presidente demonstra um "repetitivo comportamento".

Randolfe aponta que o tuíte feito por Bolsonaro no mesmo dia em que se reuniu em frente ao quartel é "um claro apoio às manifestações contra a democracia e a favor de uma intervenção militar". No Twitter, o chefe do Executivo publicou um vídeo gravado durante o encontro, em que diz: “eu estou aqui, porque acredito em vocês” e “vocês estão aqui, porque acreditam no Brasil”.

O senador também denuncia o posicionamento de Bolsonaro frente à disseminação do novo coronavírus no Brasil. Randolfe afirma que a "defesa de política pública contrária ao distanciamento social e favorável ao isolamento horizontal coloca em risco todo o povo, devendo ser combatida".

Além disso, o líder da Oposição destaca que nas filmagens o presidente não aparece utilizando nenhum Equipamento de Proteção Individual (EPI), conforme recomendação das autoridades de saúde. "Nos vídeos gravados no ato, fica claro que, após alguns minutos de discurso, o Presidente começa a tossir, o que inviabiliza inclusive que continue seu discurso. Tudo isso acontece sem qualquer tipo de proteção em plena época de pandemia do coronavírus", completa o senador na representação.

"Nós estamos diante da mais grave crise de nossa existência, lamentavelmente temos que lidar com duas crises: uma é o vírus, a outra é do  principal aliado do vírus, o presidente Jair Bolsonaro, com sua condução sempre temerária, colocando em risco a vida dos brasileiros, sendo antagônico à ciência e todas evidências que apontam os melhores caminhos para o enfrentamento à pandemia", disse o senador ao Congresso em Foco.  

 

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!