Políticos, partidos e organizações se alinham contra falas de Bolsonaro

Legendas partidárias, políticos de alcance nacional, integrantes do Judiciário e organizações da sociedade civil se manifestaram contra intimidações do presidente Jair Bolsonaro ao sistema democrático brasileiro. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (9)

Após um dia dia marcado por ataques do presidente ao sistema eleitoral e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, houve uma sequência de posicionamentos. O tom foi unânime: democracia é inegociável.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foi um dos que se manifestou nas redes.

Ex-presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (sem partido-RJ) também usou as redes sociais para dizer que Bolsonaro é "uma criança mimada" que nunca ouviu uma resposta negativa na vida. "Quando muitos nãos aparecem à frente, ele revela o menino birrento que vive em seu interior", disse o parlamentar.

O Democratas, partido do qual Maia fazia parte, também divulgou uma mensagem contra as declarações de Bolsonaro. "A democracia e o Estado de Direito são inegociáveis", escreveram em seu Twitter. "Não podemos admitir nem a mais leve sombra de retrocesso."

Já o MDB chamou de inaceitável "qualquer retrocesso" no Estado Democrático de Direito.

Outro partido a se manifestar foi o PSOL:

Em uma nota publicada em seu site, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) reiterou que a democracia não aceitará intimidações das Forças Armadas. "Infelizmente, há uma confusão de papéis entre as Forças Armadas e o governo de Jair Bolsonaro atualmente, com um grave risco para a reputação e consistência das próprias Forças Armadas", escreve a ABI,

A associação resume: "A política é uma arena de encontro e diálogo entre civis. A sombra das armas não pode e não deve estar presente nos tensionamentos naturais da vida pública. Ao mesclar-se com o governo federal e trazer para si o atual projeto político, as Forças Armadas ficam suscetíveis aos confrontos inerentes à vida democrática e rompem preceitos constitucionais ao proferirem ameaças dessa natureza."

A nota é assinada por outras 60 entidades e organizações da sociedade civil. O Congresso em Foco é um dos signatários.


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