Para 79% dos brasileiros, Bolsonaro tem de dialogar com o Congresso, aponta pesquisa XP/Ipespe

Para resolver os problemas do país, o presidente Jair Bolsonaro deve dialogar e dividir as decisões com o Congresso Nacional. Essa é a opinião de 79% dos brasileiros, segundo pesquisa XP Investimentos/Ipespe divulgada nesta quinta-feira (17). Apenas 16% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro deva concentrar as decisões. A defesa do diálogo com o Congresso foi o índice mais alto registrado entre todos os itens aferidos pelo levantamento.

De acordo com a pesquisa, o governo iniciado há duas semanas é bem avaliado por 40% da população. Outros 29% consideram o início da gestão regular. E 20% entendem como ruim ou péssimo. A expectativa por um bom ou ótimo governo chega a 63%. Também é relativamente positivo o sentimento de esperança em relação ao novo Congresso (37%). O índice contrasta com a histórica avaliação negativa dos parlamentares. Mais da metade dos entrevistados acredita que a corrupção diminuirá no país nos próximos seis meses.

O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) ouviu por telefone mil pessoas em todo o país entre os dias 9 e 11 de janeiro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Veja os principais resultados da pesquisa:

- 40% da população avalia como ótimo ou bom o início do governo Jair Bolsonaro. Outros 29% consideram o início de sua gestão regular, e 20%, ruim ou péssimo. Não souberam opinar ou não responderam 11%.

- 63% esperam que o presidente faça um bom ou ótimo mandato; 15% apostam em um governo ruim ou péssimo.

- 58% defendem que Bolsonaro priorize a segurança pública em suas primeiras medidas de governo. Para 33%, a prioridade deve ser dada às reformas econômicas. 5% querem atenção especial para a pauta de costumes.

- 37% avaliam que o próximo Congresso, a ser empossado em 1º de fevereiro, terá atuação ruim ou péssima. 34% acreditam que será regular. 17% aguardam por um bom ou ótimo desempenho.

- O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi a personalidade mais bem avaliada, à frente, inclusive, do presidente Jair Bolsonaro, entre as 11 pesquisadas. O ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba, teve a quarta nota mais, atrás do ministro da Economia, Paulo Guedes. O ex-presidenciável do PT Fernando Haddad teve a segunda pior avaliação e ficou à frente apenas do presidente do Senado, Eunício Oliveira. Veja as notas:

Moro - 7,3
Bolsonaro - 6,7
Paulo Guedes - 6,1
Lula - 5,5
Mourão - 5,5
Onyx - 5,3
João Doria – 5
Ciro Gomes - 4,6
Rodrigo Maia - 4,5
Haddad – 4
Eunício Oliveira - 3,8

- 34% apontam o governo Lula como principal responsável pela situação econômica atual do país. Outros 21% atribuem a responsabilidade a Dilma; 16%, ao ex-presidente Michel Temer. 11% a fatores externos e 3% ao governo Bolsonaro.

- 54% acreditam que a corrupção diminuirá no país nos próximos seis meses. 28% entendem que ficará como está, e 16% que vai aumentar.

- 62% aprovam a montagem do governo Bolsonaro. Já 29% desaprovam e 9% não responderam.

- 63% disseram ter ouvido falar das suspeitas sobre as movimentações financeiras do ex-assessor Fabrício Queiroz, que trabalhava no gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro, e, mesmo assim, não mudaram de opinião sobre Jair Bolsonaro. 21% declararam não ter conhecimento do caso. 14% afirmam que souberam do episódio e que isso afetou a avaliação que tinham a respeito do presidente.

- 79% defendem que o Brasil deve dialogar e dividir as decisões com o Congresso para resolver os problemas do país. Outros 16% acreditam que isso ocorrerá se ele concentrar as decisões em suas mãos. 5% não souberam responder.

- 55% acham que o índice de desemprego é o item mais importante para se avaliar a situação econômica do país. 18% acreditam que seja a inflação. Para 14%, a situação financeira da família; 9%, os indicadores do mercado financeiro, e 4% não responderam.

- 24% acreditam que Bolsonaro reduzirá o desemprego após mais um ano de mandato. Outros 21% afirmam que ele não resolverá o problema em tempo algum. 17% acham que em um ano. 15%, em dois. E 13% até o fim do mandato. 5% não responderam.

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