Panelaço no Twitter: mobilização da oposição foi 45% maior que do governo

Entre as 18h de quarta-feira (18) e 2h de quinta (19), foram publicados, pelo menos, 370 mil tuítes envolvendo o panelaço contrário e o favorável ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As manifestações tiveram 20 hashtags utilizadas. Destas publicações, segundo um levantamento da Sala de Democracia Digital da Fundação Getúlio Vergas (FGV), 220,5 mil foram contrárias a Bolsonaro e 152,4 mil foram favoráveis. Ou seja, os insatisfeitos com o governo eram quase 45% mais do que os favoráveis.

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Segundo dados da FGV, a principal hashtag crítica ao presidente foi #forabolsonaro, com 102,5 mil referências, seguida de perto pela variação #forabolsonaros, com 92,6 mil menções. A #panelaço18m, contou com 60,9 mil publicações, ficando em terceiro lugar.

Já os governistas se mobilizaram, principalmente, entorno da #panelaçocontraaesquerda, que teve 126,5 mil publicações. Já a segunda mais utilizada pelos bolsonaristas foi a #respeitam57milhoesdeeleitores, com 15,4 mil publicações.

O Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou a disputa de panelaços, o que fez com que 4% das menções citassem a emissora.

Os opositores ao presidente obtiveram um pico de tuítes às 20h45,  quando somaram 2,2 mil novos tuítes por minuto. Já os bolsonaristas conseguiram maior relevância às 21h45, com 1,2 mil tuítes por minuto.

Pedidos de Impeachment

Opositores tem aproveitado o momento de fragilidade do governo para protocolar pedidos de impeachment contra o presidente.

Na segunda-feira (16), a deputada estadual, Janaína Paschoal (PSL-SP), que chegou a ser cotada para o cargo de vice de Bolsonaro, afirmou que o presidente precisa sair do comando do país imediatamente.

Na terça-feira (17), o deputado da Assembleia Legislativa do Distrito Federal, Leandro Grass (Rede), apresentou o primeiro pedido formal de impeachment. Na quarta (18) foi a vez da líder do Psol na Câmara, Fernanda Melchionna (RS), apresentou outro pedido de impedimento do chefe do Executivo.

Nesta quinta (19), foi o ex-aliado de Jair Bolsonaro, Alexandre Frota (PSDB-SP), que protocolou um pedido de sua saída.

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