Movimentos transformam atos contra Bolsonaro em protestos virtuais

Diante do avanço da Covid-19, os movimentos sociais decidiram pelo adiamento dos atos de rua marcados para o dia 18 de março e convocaram os manifestantes para protestos virtuais.

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Segundo as entidades estudantis – União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) –, esse é um momento de responsabilidade com a saúde do povo brasileiro, no qual se deve evitar o fomento de grandes aglomerações, conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Essa lamentável situação de saúde pública só deixou mais evidente a necessidade de mais investimentos e respeito pelas nossas instituições públicas de ensino e saúde”, dizem as entidades estudantis em nota conjunta. 

No lugar dos atos presenciais, o grupo vai usar as redes sociais para expressar sua indignação com o que tem acontecido no Brasil no que diz respeito ao desmonte dos serviços públicos. As entidades também defendem que sejam mantidas as greves e paralisações.

Associações de servidores públicos que pretendiam fazer manifestação contra a reforma administrativa também decidiram não sair às ruas.

Na mesma linha, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) também suspendeu o ato que ocorreria na próxima quarta (18) e convocou a categoria para uma manifestação virtual nas redes sociais, com as tags #SouJornalista e #ExijoRespeito.

A intenção do ato do sindicato dos jornalistas era defender o jornalismo e a democracia e repudiar os ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na manifestação, os jornalistas pretendiam repetir o ato histórico feito por fotógrafos que cobriam o Palácio do Planalto (onde despacha o presidente da República) em 1984. Em protesto contra o tratamento dispensado pelo presidente da época, general João Figueiredo, cruzaram os braços e abaixaram as câmeras, dando origem a imagem histórica.

Encontro indígena adiado

Devido ao risco de contaminação do coronavírus, o Acampamento Terra Livre (ATL) 2020 foi adiado . O encontro, que é a maior mobilização indígena do Brasil, iria acontecer entre 27 e 30 de abril.

"Diante da disseminação do coronavírus e seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde e decretos do governo do Distrito Federal para evitar aglomerações na tentativa de mitigar a propagação do vírus, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) vem informar sobre a necessidade de adiar a realização do Acampamento Terra Livre", diz nota da organização do ato.

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