Mourão defende que governo baixe tensão e prevê tombo do PIB em até 6%

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, estimou que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 será em torno de 5% e 6%. “Eu cravaria aqui que nós vamos ficar entre 5% e 6% negativo”, disse Mourão em entrevista à BandNews nesta segunda-feira (15). Em maio, a equipe econômica do governo divulgou projeção de queda de 4,7% da atividade econômica.

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Para Mourão, o rombo nas contas públicas ainda não pode ser estimado, mas o agronegócio brasileiro deverá impedir um tombo maior. “Acredito que o agronegócio vai sustentar e impedir que essa queda [do PIB] seja mais abrupta”, disse ele.

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Mourão disse que as instituições no Brasil estão funcionando “perfeitamente” e avaliou que não existe no país uma instabilidade institucional, mas uma “instabilidade emocional”. Segundo ele, a conjugação de uma situação econômica difícil com a pandemia de covid-19 levou a um ambiente pessimista. O vice-presidente afirmou que cabe ao governo neste momento baixar as tensões e apontar para um esforço conjunto.

Sobre a nomeação de um novo ministro da Saúde, Mourão disse não ter sido comunicado de nenhuma novidade pelo presidente Jair Bolsonaro. O general Eduardo Pazuello, que era secretário-executivo da pasta, está como ministro interino há um mês. “Eu creio que no momento em que nós tivermos realmente conseguido equilibrar a curva da doença, eu acho que o presidente irá buscar alguém do ramo para chefiar o ministério”, afirmou o vice-presidente.

Mourão classificou como um erro a mudança na comunicação dos dados da covid-19, que, segundo ele, produziu um mal entendido. “Acabou gerando a sensação de que o governo queria esconder dados, quando não era isso”. No início de junho, o Ministério da Saúde mudou a forma como faz a divulgação diária de números de casos e mortes confirmadas pela doença. O novo boletim não apresentava o número total de diagnósticos e mortes em decorrência da pandemia, apenas os diários. Após forte reação de parlamentares, instituições e sociedade, o governo voltou atrás.

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