Deputados pedem investigação sobre repasse de R$ 7,5 mi a programa de Michelle

Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados já articulam uma investigação contra a primeira-dama Michelle Bolsonaro, por conta de uma doação de R$ 7,5 milhões originalmente destinada a compra de testes rápidos da covid-19 mas que acabou sendo repassada e utilizada pelo programa Pátria Voluntária. O tema é manchete no jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira (1º).

A líder do PCdoB na Câmara, Perpétua Almeida (AC), anunciou que pedirá a investigação do caso.

"Já estou acionando minha assessoria para que prepare todos os expedientes e ações necessárias", afirmou a parlamentar, em nota à imprensa. "A prestação de contas precisa vir a público imediatamente."

Outra deputada a cobrar investigação é a líder do PSOL na Casa, Fernanda Melchionna (RS).

O deputado Marcelo Freixo, do PSOL fluminense, também definiu o caso como um "escândalo":

A reportagem aponta que a doação milionária foi feita no início da pandemia pelo frigorífico Marfrig, com o intuito de se adquirir restes rápidos contra a pandemia. Em julho, já em posse do dinheiro, o governo consultou a empresa para saber se era possível utilizar o dinheiro outras ações de combate à pandemia.

Com a anuência da empresa, o montante acabou no projeto Arrecadação Solidária, vinculado ao Pátria Voluntária de Michelle. Segundo a Casa Civil, o dinheiro foi utilizado na compra de cestas básicas à população mais afetada pela pandemia.

A matéria ainda cita que parte do valor, cerca de R$ 230 mil, foi para a AMTB, uma ONG ligada à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. A ONG é cadastrada em um endereço onde, segundo a reportagem da Folha, funcionaria um restaurante.

O líder da minoria na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT), definiu o fato como "inaceitável".

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