Guedes rebate Mandetta e chama ex-ministro de “animador de televisão”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez nesta quinta-feira (29) críticas ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

“Eu tive uma decepção muito grande quando ouvi dizer de um depoimento de um ex-ministro da Saúde, que teve total apoio e consideração minha desde o primeiro dia e o Congresso é testemunha”, declarou Guedes durante audiência na comissão do Congresso que acompanha a pandemia do coronavírus.

Em livro publicado há cerca de um mês, o ex-ministro da Saúde afirma que o chefe da equipe econômica federal havia subestimado o impacto da crise da covid-19.

Guedes negou o que disse Mandetta e o criticou pela gestão logística de entrega de equipamentos nas primeiras semanas da pandemia.

“Fizemos transferência para o Sistema Único de Assistência Social, fizemos transferência através do SUS , transferência através de estados e municípios. Ou seja, coloquei meu secretário-geral [Marcelo Guaranys] para fazer todo esse trabalho interno. Aí vem o ministro da Saúde e diz ‘acho que ele não deu muita importância a crise’. Quer dizer, é um animador de televisão, é um animador de televisão, um inconsenquente que fala algo como isso.”

O ministro da Economia também fez elogios ao general Eduardo Pazuello, atual chefe da pasta da Saúde.“A logística começou a funcionar, desentupiu tudo. Em vez de animação de televisão, começou a ter a entrega”.

SUS

Paulo Guedes negou que o decreto assinado pelo governo no início desta semana abriria caminho para a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa do governo, que foi revogada nessa quarta-feira (28), permitia estudos para que fossem feitas parcerias entre entes públicos e privados nas Unidades Básicas de Saúde.

"Jamais esteve sob análise falar em privatizar SUS, seria uma insanidade falar disso. O que acontece é o seguinte: podemos ajudar mais? Na forma de botar o capital privado ajudando a saúde brasileira. Não foi uma pergunta sequer feita por mim, já temos trabalho suficiente, temos que fazer saneamento, setor elétrico. Vamos preservar as áreas críticas… Você sabe quais são as funções críticas de governo, saúde, educação. Vamos fazer o que o setor privado puder fazer: saneamento, setor elétrico, petróleo, fazer o que pode fazer", disse.

"Não entrou na nossa consideração invadir a área da saúde para privatizar, jamais. Isso foi uma medida tomada por iniciativa da área de parcerias públicas e privadas, PPI, funcionários públicos de carreira, estão em Brasília há mais de dez anos. Trabalhou no governo Temer, trabalhou no governo Dilma, no governo PT, pessoa totalmente insuspeita de qualquer 'a, está alinhada à economia de mercado, quer transformar o Brasil em um grande...'. Não tem nada a ver com isso, essa guerra ideológica de narrativas prejudica o país", declarou o ministro.

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