Guedes promete plano contra coronavírus em 48h e anuncia primeiras medidas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu nesta sexta-feira (13) um pacote de medidas econômicas para combater a crise com o coronavírus. A declaração foi dada em entrevista coletiva após participar de reunião com os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, do Banco do Brasil, Rubem Novaes.

Guedes respondeu a uma crítica feita pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista à Folha de S.Paulo, de que não havia apresentado medidas em resposta à pandemia.

"Soltamos ontem medidas, hoje vamos soltar mais, segunda vamos soltar mais. A resposta à crise está vindo. Eu quero atender ao pedido do presidente Rodrigo Maia, dizendo que estamos atentos. Da mesma forma que ele pediu, que disse que gostaria que houvesse alguma coisa, alguma reação ao coronavírus, estamos reagindo em 48 horas".

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Entre as primeiras medidas anunciadas pelo ministro, está a reserva de R$ 30 bilhões da Caixa para a compra de carteira de crédito de pequenos e médios bancos. “Os bancos públicos estão atentos, muito líquidos e preparados para pontos possíveis de fragilidade. Bancos médios, se houver problema. Não há no momento, eles estão bem”, disse.

Guedes anunciou a entrada em vigor, também nesta sexta, da liberação para bancos de R$ 135 bilhões em compulsórios. A Caixa também vai reforçar em R$ 40 bilhões o capital de giro de empresas em setores como o imobiliário e pequenas e médias empresas.

O chefe da área econômica do governo federal reforçou a lista de prioridades que enviou ao Congresso Nacional na terça-feira (10). "Tudo isso são recursos públicos que precisamos para retomar os investimentos. Temos uma série de 16 projetos que podem acelerar o crescimento do Brasil. O Brasil está sem espaço fiscal. Daí a nossa ênfase nas reformas"

Além dos R$5 bilhões já reservados no orçamento federal de 2020 para combater a doença, Guedes  também afirmou que pretende conversar com o Congresso para pedir mais R$5 bilhões.

"Nós soltamos já R$ 5 bilhões para o Mandetta [ministro da Saúde], e vem mais R$ 5 bilhões, até seguindo a sugestão do senador Randolfe. Pega esses recursos da disputa política, esse dinheiro, entre aspas, maldito. Pega esses R$ 10 bilhões e vamos usar para a saúde. Os primeiros R$ 5 bilhões já saíram".

Os R$ 5 bilhões irão para a área da Saúde independente da disputa entre Executivo e Legislativo sobre o controle das emendas de relator do orçamento. O pedido de mais R$ 5 bilhões além destes, embora seja sugestão do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), não está pacificado entre deputados e senadores.

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