Governo sabe que poderia ter feito mais pelo meio ambiente, diz Heleno

Chefe do Gabinete de Segurança Institucional do presidente Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno admitiu que houve um "desmatamento exagerado" na Amazônia neste ano. Ele ainda disse que "o próprio governo reconhece que poderia ter sido mais eficiente na preservação do meio ambiente", apesar de também acreditar que "o governo foi acusado de um descuido que não é verdadeiro". A declaração foi dada em entrevista à TV Brasil, que será transmitida na noite desta segunda-feira (23) no programa Impressões e teve trechos antecipados pela Agência Brasil.

> Governo Bolsonaro merece nota 7 em 2019, avalia Bolsonaro

"Em resposta às críticas recebidas pelo governo às questões que envolvem a Amazônia e o meio ambiente, o general ponderou: 'O próprio governo reconhece que poderia ter sido mais eficiente na preservação do meio ambiente. Só que o governo foi acusado de um descuido que não é verdadeiro. Nós temos uma região que chama a atenção, que é a Amazônia oriental, onde realmente houve um desmatamento exagerado'. O ministro cita a Amazônia Legal, que tem mais de 5 milhões de quilômetros quadrados e que, segundo ele, é uma região muito preservada", informa a Agência Brasil.

> Salles ironiza saldo da COP com churrasco: “Para compensar emissões”

Na entrevista que será transmitida a partir das 21h, o general Heleno ainda argumentou que o Brasil tem uma das maiores áreas de preservação do mundo e, por isso, sofre críticas de quem tem interesse em explorar essa região. "Não há nenhum outro país do mundo com esse tamanho de área preservada. E aí sofremos críticas severas, raivosas, de países que pelaram suas reservas e hoje cantam 'marra', que são os grandes preservadores da humanidade. Mentira! Interessa a eles criar essa campanha contra o Brasil para que se aproveitem da Amazônia mais tarde”, afirmou.

Educação e saúde

Segundo a Agência Brasil, o ministro-chefe do GSI também reconheceu que ainda há muito por fazer em áreas prioritárias como a saúde e a educação. Mas justificou a demora na melhoria desses indicadores dizendo que essas áreas "foram tão comprometidas ao longo desses 16 anos e até mais, que é muito difícil você recuperar".

"O primeiro ano do presidente, a gente comparando com o esporte, é um ano de aquecimento, onde vai conhecer as coisas. Ele imagina fazer muita coisa que a estrutura não vai permitir que faça. A burocracia vai impedir que faça. Ele tem que se adaptar a todas as conjunturas que o obrigam a se limitar àquelas regras do jogo. Este primeiro ano é de adaptação", acrescentou o general.

Economia

Responsável pela segurança do presidente Jair Bolsonaro, Heleno elogiou, por outro lado, o desempenho da economia brasileira em 2019. Ele disse que o país está se recuperando "após passar por uma gestão desastrosa" e mostrou confiança na realização de novos investimentos no Brasil. Segundo o general, o mundo quer investir no Brasil e o governo vai reforçar os investimentos no Nordeste para reduzir a desigualdade socioeconômica na região.

> Mais de 100 mil cargos federais foram extintos nos últimos dois anos

> Tenha a melhor cobertura do Congresso de graça no seu Whatsapp

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!