Foragida, esposa de Queiroz recebe nova parcela do auxílio emergencial amanhã

Foragida da Justiça, Márcia Oliveira de Aguiar, esposa de Fabrício Queiroz, deverá receber a segunda parcela referente ao auxílio emergencial nesta sexta-feira (3). Ela é procurada pela Justiça desde o dia 18 de junho, quando o ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi preso. Márcia é uma das 63 milhões de pessoas que receberam o auxílio emergencial de R$ 600 mensais criado para ajudar famílias de baixa renda durante a pandemia de covid-19.

Procurada para confirmar se haverá o pagamento, a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal (CEF) se limitou a dizer que o banco é a operadora dos pagamentos, porém a ordem para efetuá-los vem da Dataprev. "A Caixa não faz a avaliação, apenas a operação", explicou.

> Foragida, mulher de Queiroz está recebendo auxílio emergencial

Procurada, a Dataprev afirmou que "assim como a Caixa é a operadora do pagamento, a Dataprev é processadora dos pedidos. Ambas empresas parceiras tecnológicas do ministério da Cidadania. A Dataprev atua no momento somente na primeira parcela. Essa revisão/reavaliação e autorização do pagamento tem que ser vista com a ascom [assessoria de comunicação] da Cidadania".

O Ministério, por sua vez, ainda não respondeu ao questionamento da reportagem.

A confirmação do primeiro pagamento para uma conta em nome de Márcia foi feita pelo Congresso em Foco por meio do telefone 111, canal da Caixa que informa o status das solicitações do benefício. A busca foi feita pelo CPF da esposa de Queiroz, que está publicado nos documentos das investigações judiciais de que é alvo.

"A segunda parcela do seu auxílio emergencial será depositada no dia 3 de julho em sua poupança social", diz mensagem do número 111 nesta quinta (2).

O Congresso em Foco mostrou, em primeira mão no último dia 18, que esposa de Queiroz, o ex-marido dela e o sobrinho estavam recebendo auxílio do governo. Todos esses nomes são investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no caso de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual. A estimativa do MP é que cerca de R$ 2,3 milhões tenham sido movimentados no suposto esquema.

Como os dados dos envolvidos foram divulgados nos documentos processuais, não se pode descartar a possibilidade de os parentes de Queiroz terem sido alvo de fraudes no benefício. Segundo a Controladoria Geral da União, é possível que entre os beneficiários haja 160 mil possíveis fraudes.

 

 

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