Enquanto líderes tentam diálogo, bolsonaristas atacam parlamentares nas redes

Desde que o Senado derrubou vetos de Jair Bolsonaro ao reajuste salarial de servidores das áreas da segurança pública, saúde, e educação durante a pandemia de covid-19, as diferentes bases do governo têm agido em sentido oposto. Logo após a rejeição do veto, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, subiu o tom e classificou a decisão dos senadores de “desastre” e “crime contra o país”. A declaração foi mal recebida no Senado e logo líderes ligados ao governo passaram a agir como bombeiros da crise.

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Na sexta-feira (21), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-TO), disse ao Congresso em Foco que trabalha para distensionar o atrito entre o Senado e o Planalto, especialmente Guedes. “Estamos trabalhando para retomarmos um clima de respeito e de diálogo que sempre prevaleceu entre o ministro Paulo Guedes e o Senado Federal”, disse.

Em tom conciliador, Bezerra também disse ser contra a punição de senadores governistas que votaram contra o veto. “Não se cogitou hora nenhuma qualquer punição. Respeitamos as posições dos colegas. Vamos construir para frente. Teremos uma grande agenda para aprovarmos e precisaremos da ajuda de todos os companheiros.”

Nas redes sociais, entretanto, as bases bolsonaristas ignoram as tentativas de diálogo e atacam parlamentares diariamente. Muitos dos alvos são senadores próximos ao Planalto que dão apoio a maior parte dos projetos do governo no Congresso. Os mais atacados foram os que votaram pela derrubada do veto ao reajuste.

Na manhã deste domingo, os bolsonaristas concentraram seus ataques no Twitter na ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann. Mesmo no ensaio de reaproximação entre Bolsonaro e o PSL, Joice segue sendo um dos alvos preferenciais dos ataques promovidos pela linha de frente bolsonarista. 


 

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