Em meio a crise e ataques, Bolsonaro segue sem falar com imprensa

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) continua não falando com a imprensa na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial. Nesta sexta-feira (28) mais uma vez ele falou apenas com apoiadores. Desde que veio a público a informação de que o presidente compartilhou mensagens em seu WhatsApp convocando apoiadores para manifestação contra o Congresso Nacional e contra o Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro não fala com a imprensa.

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Na noite desta quinta-feira (27) Jair Bolsonaro gravou uma live em que atacou a imprensa, especialmente a jornalista Vera Magalhães, do jornal Estado de São Paulo, responsável pela informação do endosso do presidente aos atos.

Conforme a agenda oficial da Presidência da República, Bolsonaro seguiu do Palácio da Alvorada, na manhã desta sexta, para uma reunião com o ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni.

Live semanal

Em sua transmissão semanal nas redes sociais, feita na noite de quinta-feira (27), o chefe do Executivo afirmou que está "apanhando" de "praticamente toda a mídia brasileira". Segundo ele, os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal Nacional e a TV Globo têm sido os principais jornais a fazerem uma campanha contra ele. Em muitas declarações o presidente acusou a imprensa de distorcer suas falas.

Sobre o vídeo que compartilhou convocando o povo para uma manifestação contra o Congresso e o STF, o que pode ser configurado como crime de responsabilidade, o presidente atacou a jornalista Vera Magalhães, afirmando que o vídeo é de 2015, apesar de mostrar imagens do atentado que sofreu em 2018 durante as eleições. O presidente cobrou da jornalista "vergonha na cara". Ele também incentivou que empresários parem de anunciar nos jornais e sugeriu que ministros não concedam entrevistas às emissoras que ele considera "sem compromisso com a verdade".

Vera Magalhães respondeu ao presidente na sequência postando os vídeos divulgados por ela e que desmentem a versão contada pelo presidente. Na sua participação no Jornal da Cultura, a jornalista reagiu às ofensas de Bolsonaro. "O vídeo foi mostrado. Não é de 2015, faz menção à facada do presidente, tem cenas dele sendo esfaqueado, cenas no hospital. A não ser que o cineasta seja Chico Xavier ou vidente, ele não tem como saber que Bolsonaro seria esfaqueado em 2018", respondeu.

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