Deputado aliado diz a Bolsonaro que não vazou mensagens sobre protestos

O ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) se viu na obrigação de explicar ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que não foi o responsável por disseminar a informação de que o presidente compartilhou vídeos convocando para atos anti-Congresso.

O vídeo divulgado pela reportagem do jornal Estado de São Paulo que revelou o caso na terça-feira (27) não foi o mesmo que Fraga recebeu do mandatário. “Eu disse para ele que não vazei nada e ele falou que estava tudo certo, não teve nenhum problema”.

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Ao comentar sobre a peça que ele recebeu do presidente por WhatsApp, o ex-deputado negou que signifique apoio aos protestos.

“Não tem uma palavra dele contra político, uma sequer dele incentivando algum tipo de coisa, ‘compareça a manifestação’. Nada disso, nada, nada. Está rolando dezenas de vídeos nas redes sociais, como a gente mantém uma conversação quase que diária, ele simplesmente me encaminhou um vídeo, ponto. Encaminhado, mais nada, não fez nenhum comentário”.

Bolsonaro orienta ministros a não incentivarem atos

Bolsonaro deu orientação direta a pelo menos dois ministros próximos para que não apoiem os protestos contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal marcados para o dia 15 de março.

A informação foi confirmada com Fraga, amigo próximo de Bolsonaro. “Eu ouvi ele falando para alguns ministros para nem dar, não fomentar, não incentivar essas coisas. Pelo menos eu ouvi ele dizer para uns dois ministros”, afirmou o ex-parlamentar.

O ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz evitou comentar o compartilhamento pelo presidente Jair Bolsonaro do vídeo do ato anti-Congresso.  "O que eu tinha que dizer, está dito lá", declarou sobre a nota que escreveu no qual classifica como algo "grotesco" a participação de militares no protesto.

O general, no entanto, afirmou ao Congresso em Foco que o teor dos protestos não representam nada de errado. "Manifestação dentro da legalidade é normal, não tem nada demais em manifestação dentro da legalidade, só isso que posso dizer".

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