Bolsonaro suspende compra de seringas até preços “voltarem ao normal”

O presidente Jair Bolsonaro atribuiu o fracasso em leilão de seringas, promovido pelo Ministério da Saúde na semana passada, a um aumento no preço do produto.

"Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade", escreveu em suas redes sociais. Ao tentar comprar mais 300 milhões de seringas na semana passada – o que daria segurança a uma futura vacinação contra a covid-19 –, a pasta conseguiu apenas 2,4% do previsto.

O Brasil consome, segundo Bolsonaro, 300 milhões de seringas anualmente. Hoje, o volume em estoque por estados e municípios seria suficiente para o início das vacinações porque, segundo o presidente. "A quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande", afirmou.

Bolsonaro diz que a mídia apresenta uma "falácia" ao dizer que vários países estão sendo vacinados. "Por volta de 44 países estão se vacinando, contudo a Pfeizer [sic] vendeu para muitos desses, apenas 10.000 doses", escreveu.

Ao menos dez países já vacinaram mais de 100 mil pessoas, segundo o Our World in Data, mantido pela Universidade de Oxford. Com a vacina da Pfizer ou com outros imunizantes, Israel (não citado pelo presidente) já vacinou mais de 10% da sua população. Os Emirados Árabes Unidos também está próximo desta marca. Apesar de ainda não ter chegado a 1% de sua população, a China lidera em números absolutos com 4,5 milhões de doses já aplicadas.

Até ontem, eram 14,5 milhões de vacinações no mundo todo. O Brasil ainda não tem uma data anunciada para começar sua vacinação, nem sabe qual imunizante será o primeiro a ser utilizado no país.


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