Bolsonaro é chamado de traidor após sanção do fundo eleitoral

O presidente Jair Bolsonaro está sendo chamado de traidor nas redes sociais, até por internautas de direita que costumavam apoiar o governo, por ter sancionado o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões. Já foram mais de 11,5 mil posts com a hashtag #BolsonaroTraidor, que, por isso, virou o assunto mais comentado do Twitter no Brasil neste sábado (18).

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As críticas começaram logo após o anúncio da sanção do fundo eleitoral, na noite dessa sexta-feira (17). Afinal, o próprio Bolsonaro havia criticado e ameaçado vetar a destinação de R$ 2 bilhões para o financiamento das campanhas municipais deste ano. Nas últimas semanas, contudo, o presidente abandonou essa ideia dizendo que poderia sofrer um impeachment caso vetasse o fundão.

O argumento, porém, não livrou Bolsonaro das críticas. O presidente foi criticado até por nomes da direita que contribuíram com a sua eleição. O influenciador Nando Moura, que no fim do ano também chamou Bolsonaro de traidor por conta da sanção do juiz de garantias, por exemplo, voltou a espalhar essa hashtag. Ele disse que sancionar o fundão na calada da noite era "cuspir na cara de todo eleitor".

Já o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) disse que Bolsonaro "aproveitou a confusão da Secom, que é verdade" e "aproveitou a confusão do covarde do Alvim" para sancionar o fundão. "Trabalhou na calada como um ratinho", atacou.

Alinhado à política econômica liberal do governo atual, o partido Novo também repudiou a sanção do fundão e disse que não vai usar os R$ 36 milhões a que tem direito na repartição dos R$ 2 bilhões.

Parlamentares de oposição ainda aproveitaram a onda de críticas para atacar o fundão e também outras questões do governo, como a permanência de Fabio Wajngarten na chefia da Secom.

Veja algumas reações:

Resposta

Sem compromissos oficiais previstos para este fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro ainda não fez comentários sobre a sanção do fundão, que foi comunicada pelo ministro da Secretaria-Geral do governo, Jorge Oliveira no Twitter. Apoiadores do presidente, contudo, saíram em defesa da decisão do presidente.

O vereador Carlos Bolsonaro, por exemplo, repetiu o discurso de que o pai poderia sofrer um pedido de impeachment caso vetasse o fundo. "É ruim mas é a lei", afirmou, lembrando que o presidente já disse para seus eleitores não votarem nos candidatos que farão uso do fundão nas eleições deste ano.

Vice-líder do PSL na Câmara, o deputado Bibo Nunes (RS) assegurou: "Ninguém é mais contra o Fundo Eleitoral que Bolsonaro e os deputados que estão com ele". Veja:

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