Apoio a impeachment de Bolsonaro cresce 7 pontos percentuais em um ano

Pesquisa de opinião pública da consultoria Atlas indica que o apoio ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro cresceu 6,7 pontos percentuais entre maio 2019 e março 2020.

Em maio de 2019, 38,1% das pessoas ouvidas pelo Atlas eram favoráveis, na pesquisa divulgada nesta semana são 44,8%.

O levantamento mais recente também indica que 45,2% são contra o impeachment e 10% não tem opinião formada. Ano passado, eram 49,1% contra o impeachment e 12,5%  que não souberam responder.

O último levantamento foi feito entre os dias 16 e 18 de março de 2020 e foram ouvidas 2000 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança de 95%.

A consultoria também fez um levantamento sobre a popularidade de membros do governo federal.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, é o mais bem avaliado, com aprovação de 50%, reprovação de 43% e 7% que não responderam.

Em seguida vem o presidente Jair Bolsonaro, aprovado por 43%, reprovado por 51% e com 7% que afirmaram não saber avaliar.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está em terceiro lugar, com avaliação positiva de 38%, negativa de 23% e 39% sem saber responder.

Os números - 39% sem quererem avaliar - indicam que ainda é grande o desconhecimento em relação ao ministro da Saúde. Embora perca para Bolsonaro e Moro em relação a avaliação positiva, Mandetta é quem menos tem avaliação negativa.

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Coronavírus

As ações do governo federal sobre a crise do coronavírus são reprovadas por 64% dos entrevistados. Outros 33% afirmaram que aprovam e 3% não sabem ou evitaram responder.

Os entrevistados também foram perguntados sobre se achavam o sistema de saúde brasileiro capacitados para enfrentar a crise. Disseram que não 80%, 14% acham preparado e 6% não responderam.

Sobre a percepção em relação à saúde pública em relação a crise do coronavírus, 73% responderam que está piorando, 5% que há melhora e 22% não souberam responder.

Apesar do aumento da disseminação da doença, 96% responderam que não conhecem ninguém infectado e 4% responderam que conhecem.

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