Regra de ouro preocupa equipe econômica no pagamento do “coronavoucher”

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou na tarde desta sexta-feira (3), as ações que o governo tem adotado para combater os efeitos econômicos da pandemia do covid-19. O principal destaque da fala de Guedes foi o pagamento do auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais, o chamado coronavoucher. 

Guedes ressaltou que os gastos com o programa chegarão a perto de R$ 100 bilhões - valor superior ao que estava previsto no orçamento de 2020 para todas as despesas discricionárias de todos os ministérios.

Uma das preocupações do governo ao desembolsar esse montante é respeitar a regra de ouro do orçamento, que determina que não se pode se endividar para financiar gasto corrente. "Se por um lado a decisão do ministro Alexandre de Moraes permite o descumprimento das metas da LRF, por outro lado, esses gastos de 6% do PIB exigiriam o endividamento, e a regra de ouro diz que não pode . Por isso pedimos urgência e apoiamos a elaboração da PEC de Guerra", disse Guedes..

O ministro ainda rechaçou as críticas que o governo tem recebido em relação à demora para a implementação do auxílio. "Qualquer crítica de que houve uma demora no programa eu considero oportunismo político. Não considero uma coisa séria", afirmou.

Assista à apresentação do ministro da Economia:

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