Ao lado de presidente da Caixa, Bolsonaro diz que banco não será privatizado

Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta quinta-feira (17) que não tem intenção de privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Casa da Moeda durante seu mandato. "No meu governo não se cogita privatização", disse ao lado do presidente da Caixa, Pedro Duarte Guimarães, em uma transmissão ao vivo.

O executivo afirmou que a Caixa "nunca teve tanto lucro" e que o banco encerrou 2019 com R$ 21 bilhões de salto positivo. Disse ainda que antes da pandemia estavam "indo muito bem" e que a "Caixa bateu recorde de crédito imobiliário dos últimos cinco anos. A gente já sentiu melhora na economia e teremos um ano forte", defendeu.

Hoje o governo passou a pagar a sexta parcela do auxílio emergencial. Segundo Pedro Guimarães, 1,4 milhão de pessoas já tiveram acesso a essa etapa do benefício e outras 30 milhões à quinta parcela. Em breve, disse, a Caixa vai detalhar o plano de extensão do recurso. O executivo lembrou que o impacto com o pagamento das parcelas na economia "ainda vai ser sentido", já que nem todas as pessoas receberam por não terem acesso a contas digitais. "Até hoje, nós transferimos R$ 197 bilhões. R$ 68 bilhões foram para o Nordeste e R$ 21 bilhões para o Norte. Quase metade do dinheiro foi para as duas regiões mais carentes do Brasil", disse o executivo.

Bolsonaro afirmou que o dinheiro do auxílio emergencial é fruto de endividamento. "Alguns dizem que é dinheiro do povo, mas não é. É endividamento. Não tínhamos isso em caixa".  O presidente também atribuiu a alta no preço do arroz e de outros produtos da cesta básica à maior circulação de dinheiro devido ao auxílio. "Consequência de dinheiro no mercado é a inflação".

STF

Ainda durante a transmissão, Bolsonaro comentou o fato do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio ter suspendido a tramitação do inquérito 4831, que apura as acusações de sua interferência na Polícia Federal feitas pelo ex-ministro Sergio Moro.

"Fui acusado de interferir na Polícia Federal. O inquérito continua e o Celso de Mello queria que eu depusesse de forma presencial. Entrei com recurso ontem e o Marco Aurelio deu uma liminar hoje suspendendo até que meu pedido de ser ouvido por escrito valha. O STF vai decidir e se Deus quiser  a gente enterra logo essa farsa desse ex-ministro".

Pela decisão do ministro, o inquérito fica suspenso até que o plenário decida se Bolsonaro poderá escolher o dia e a forma que prestará seu depoimento. A decisão atendeu a um recurso da Advocacia-Geral da União protocolado na quarta-feira (16). A data para a análise do assunto em plenário será definida pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux.

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