Dicas de estudo para o concurso do Senado Federal

Segundo o professor Gabriel Dezen, o domínio da língua portuguesa será um diferencial importantíssimo na disputa pelas vagas

Os altos salários e a quantidade de vagas que serão oferecidas fazem do concurso do Senado um desafio aos concurseiros. O edital será publicado ainda este ano e os interessados estão em contagem regressiva, pois a concorrência será acirrada e as provas terão níveis mais complexos do que as aplicadas em 2008, quando ocorreu a última seleção.

O professor de direito constitucional e consultor do Senado Gabriel Dezen preparou, especialmente para o Congresso em Foco/SosConcurseiro, dicas e orientações para os aspirantes a servidor público dessa casa legislativa.

O que estudar?

Segundo Dezen, as matérias básicas (língua portuguesa, inglês ou espanhol, noções de informática em alguns cargos e conhecimentos gerais) pedem uma dedicação maior, especialmente agora, quando o edital ainda não foi divulgado. “Mas não se deve perder tempo estudando tópicos que serão menos exigidos, como língua estrangeira”.

A concentração maior de energia deve sem nas matérias ligadas às atividades do Senado como direito constitucional, direito administrativo, Lei 8.112/1990, Regimento Interno do Senado, Regimento Comum (do Congresso) e português. “O domínio da língua portuguesa fará toda a diferença”, alerta.

Ele recomenda que, após a publicação do edital, as prioridades podem ter que ser reavaliadas. “Podem existir mudanças na cobrança de conteúdos e atualizações importantes”, diz o professor.

Para candidatos que ainda não tiveram um primeiro contato com as disciplinas de direito, Dezen afirma ser indispensável aulas presenciais. Porém, para os que já estão adiantados, “uma boa organização de tempo e boa metodologia são suficientes. A resolução de exercícios não é indispensável, mas pode ser produtiva após o término do estudo da matéria, como forma de fixar conteúdo e dar atenção a detalhes”, comenta Gabriel.

Legislação

Tradicionalmente, o concurso do Senado cobra um conhecimento aprofundado das leis. Para Dezen, não se deve decorar e sim entender o conteúdo delas. “O aluno nunca deve decorar a legislação, Constituição ou Regimento. As matérias jurídicas devem ser compreendidas, a partir da esquematização”, orienta.

Como estudar?

Experiente, o professor Dezen, sugere que se façam resumos, esquemas, gráficos e quadros comparativos para estudar matérias como direito constitucional. Porém, ele não recomenda usar vários livros ao mesmo tempo nos estudos. Segundo ele, “um bom e completo [livro], de cada assunto, é suficiente”.

Dicas de estudo

O professor fez um resumo do método que usou para ser aprovado em vários concursos:

1)    Escolha do material a partir do conteúdo do edital, mesmo que seja o do concurso anterior. Uma boa obra de cada matéria.

2)    Distribua toda a matéria do edital em um cronograma de estudos. Antes da data da prova, deixe 10 ou 20 dias livres. Use todo o tempo disponível em um período (manhã, tarde ou noite) por semana para descanso.

3)    Pegue uma matéria por vez - até o final - reduza tudo em gráficos, quadros, esquemas e resumos, da forma mais completa possível, porém enxuta.

4)    Nos 10 ou 20 dias anteriores à prova, comece a revisão dos resumos e quadros, da matéria mais fácil para a mais difícil e estude até a véspera da prova.

5)    No dia da prova chegue ao local, com um mínimo, de duas ou três horas de antecedência e leve os quadros, resumos e gráficos das matérias de maior peso. Estude até o último momento possível.

6)    Comece a prova pela matéria mais fácil e passe para o gabarito apenas as questões cujas respostas foram apontadas com toda segurança. A metodologia desta última fase muda se houver questão discursiva e se o padrão de correção estiver prevendo que respostas erradas anulam certas.

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