“Voto lava a alma de João Paulo”, comemora advogado

Advogado elogia voto de ministro revisor, mas afirma que ainda é muito cedo para comemorar uma possível absolvição

O advogado do deputado João Paulo Cunha,  Alberto Toron, afirmou que o voto apresentado nesta quinta-feira (23) pelo ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, abre perspectivas importantes para que o réu seja absolvido. O magistrado votou pela absolvição do parlamentar nos crimes de corrupção passiva e em uma das acusações de peculato. No momento, ele julga a outra acusação contra o deputado por peculato. João Paulo é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter usado o cargo de presidente da Câmara, em 2003, para beneficiar a SMP&B, agência de publicidade de Marcos Valério.

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"Esse voto lava a alma e põe as coisas nos seus devidos lugares. Agora vamos esperar os debates dos ministros do Supremo para saber qual é o voto que eles vão sulfragar. Se é o voto do ministro relator que não traz nenhum fundamento ou se é este voto amplamente fundamentado", afirmou Toron durante o intervalo da sessão. No entanto, o advogado disse que ainda é muito cedo para comemorar qualquer possibilidade de absolvição.

Para Toron, o voto de Lewandowski mostrou que a SMP&B prestou todos os serviços para os quais fora contratada. "O ministro demonstrou isso com base em decisão do Tribunal de Contas da União e também por um laudo da Polícia Federal, e comprova que o que ele recebeu de honorários foi efetivamente sobre a prestação de serviços cumprida", disse.

No início da semana, o ministro relator do caso, Joaquim Barbosa, votou pela condenação de João Paulo. Sobre a diferença de argumentação dos dois magistrados, Toron foi enfático. "Eu tenho a impressão que o ministro Joaquim Barbosa não só as ignorou [provas apresentadas hoje por Lewandowski] como as que apresentou foram amplamente distorcidas", afirmou. Segundo Toron, "o voto abre perspectivas para outros réus, principalmente aqueles ligados à SMP&B que vinham sendo acusados de peculato em co-autoria com o deputado. Então, onde ele é absolvido, a mim me parece que os diretores da empresa também devem ser absolvidos.

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