Voto aberto constrange e é injustiça, diz Donadon

“Eu me sinto injustiçado”, diz deputado presidiário ao chegar no plenário prestes a votar por sua cassação

O único deputado presidiário do Brasil, Natan Donadon (PMDB-RO), que está prestes a sofrer uma votação por sua cassação, disse na noite desta quarta-feira (12) que o voto aberto “constrange” os colegas. “Eu me sinto injustiçado”, disse ele após entrar no plenário. Donadon foi condenado a 13 anos de cadeia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha e peculato por desvios de quase R$ 50 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia.

Ele chegou saiu do presídio da Papuda, onde está detido desde junho do ano passado, e chegou à Câmara por volta das 20h. Hoje, ele afirmou lutar por sua defesa. “O importante é que estou lutando pela certeza e convicção da minha inocência”, disse Donadon.

Em agosto do ano passado, em outra votação, mas secreta, Donadon foi absolvido pelos deputados. Mas o PSB entrou com nova representação contra o deputado. Segundo o partido, Donadon quebrou o decoro novamente, por ter votado no próprio processo de cassação e por ter chegado algemado na Câmara dos Deputados. A argumentação convenceu o relator do processo no Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA): “Isso afeta a imagem da Casa”, disse ele nesta noite.

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