Votação de reforma da Previdência de SP termina em confronto; assista

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica a previdência de servidores do Estado foi aprovada, em segundo turno, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na manhã desta terça-feira (3), em meio a protestos e tumultos. Durante a sessão extraordinária para a votação do projeto, servidores estaduais contrários à aprovação da matéria estiveram nos corredores da Assembleia para protestar. Dentro da Assembleia, houve confronto entre a tropas de choque da PM e os servidores que protestavam. Já do lado de fora, a Polícia Militar atirou spray de pimenta e bombas de gás em servidores que estavam no local.

Deputados de SP trocam socos em votação da reforma da Previdência estadual

Assista o vídeo que está circulando nas redes sociais:

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) compartilhou nas redes sociais uma foto do abdômen de um professor que foi atingido por bala de borracha enquanto estava dentro da Assembleia "De acordo com a Professor de Filosofia da Sul 1 estava dentro da Assembleia, na entrada do plenário e foi atingindo por bala de borracha, há poucos minutos!", escreveu o Sindicato.

A PEC 18/2019 foi encaminhada em novembro do ano passado pelo governador de São Paulo, João Doria e foi aprovada com 59 votos a favor, contra 32 votas contrários. A manifestação dos professores contra a aprovação da reforma foi convocada pela Apeoesp e estava prevista desde ontem (2).

O ex-candidato a presidência em 2018 e membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) , Guilherme Boulos gravou um vídeo na Assembleia descrevendo o ocorrido. Segundo ele, os servidores que estavam nas galerias da Alesp para acompanhar a votação foram agredidos e "tomaram bomba" e spray de pimenta. No vídeo, Boulos diz que a reação da Polícia Militar aos protestos é "indignante" e "revoltante" e também afirma que a reforma da previdência aprovada é anti-popular e retira os direitos dos servidores.

 

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) compartilhou nas redes sociais fotos que mostram servidores, que foram proibidos de entrar na Assembleia, reunidos na parte de fora. "Dentro do plenário, os deputados de SP votam uma reforma farsesca que ataca o serviço público e os servidores. Do lado de fora, os trabalhadores reprimidos pela tropa de choque e impedidos de participar", escreveu a deputada em sua conta pessoal.

Pontos modificados na Previdência

Entre as principais modificações propostas pela PEC está a alteração da idade mínima para aposentadoria dos servidores estaduais. O texto prevê que as mulheres poderão se aposentar com 62 anos de idade e os homens, com 65 anos. Além disso, o fim do recebimento de adicional por tempo de serviço e sexta-parte por servidores remunerados por subsídio.

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