Votação de maioridade penal é marcada por protestos na Câmara

Estudantes e policiais militares entraram em confronto em uma das entradas da Câmara e desde a manhã manifestantes se concentram no gramado do Congresso Nacional

Estudantes e policiais militares entraram em confronto no final da tarde desta terça-feira (30), durante os protestos relacionados à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de redução da maioridade penal. Apesar dos tumultos, nenhum manifestante foi detido.

A confusão aconteceu em um dos acessos do Anexo II da Câmara e começou quando um grupo de ativistas a favor da PEC conseguiu entrar na Câmara mesmo sem ter senhas de acesso. Alegando questão de segurança, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), concedeu senhas para que militantes a favor e contra a redução da maioridade penal pudessem acompanhar as votações.

Após a entrada dos atividades a favor da PEC, os manifestantes contrários começaram a jogar cones de trânsito na porta de entrada do Anexo II. A polícia militar respondeu com gás de pimenta. Depois da confusão, a entrada do prédio foi isolada.

Antes do confronto, o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) foi empurrado por manifestantes e caiu quando tentava entrar na Câmara. Apesar do incidente, o parlamentar disse que não pedirá investigação sobre o caso.

Desde a manhã desta terça-feira (30), manifestantes contrários à redução da maioridade penal cercam a Câmara e realizam manifestações. O gramado em frente ao Congresso Nacional, por exemplo, foi ocupado por cerca de 500 pessoas, a maioria contrária ao projeto que reduz de 18 para 16 anos a idade penal para crimes hediondos, homicídio e roubo qualificado.

Outro grupo, que apoia a medida, fixou cruzes no gramado para simbolizar as vítimas de crimes praticados por adolescentes.

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