Vídeo: Cristovam é hostilizado em livraria em Brasília

Senador, que teve forte ligação com o PT, é favorável à abertura do processo de impeachment de Dilma e foi chamado de golpista por outros clientes

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) foi hostilizado na livraria de um shopping em Brasília no sábado (30). Historicamente ligado ao PT, mas favorável à admissão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador foi chamado de "golpista" e "traidor do PT" por clientes que estavam no local. Outras pessoas, porém, saíram em defesa do senador e gritavam "fora, PT". Veja o vídeo abaixo.

Em sua página no Facebook, Cristovam disse que podem até chamá-lo de traidor do PT, mas não de corrupto. “Aviso que não vão me intimidar, eu estava apenas com minha esposa e continuarei assim. Alerto também que este comportamento termina empurrando os indecisos para votarem pelo impeachment”, escreveu.

Veja a íntegra da nota do senador:

"Se alguém filmou, peço que coloque na rede.

Faz uma hora, eu estava na fila para pagar uma compra na livraria Cultura, quando um cara no caixa ao lado começou a me agredir verbalmente me chamando de golpista e traidor do PT. Respondi que ele nem sabia ainda como eu votarei e ja estava me agredindo. E disse que ele até podia me chamar de golpista, mas não de corrupto. Ele passou a gritar mais alto e eu tive a imensa alegria de ver pessoas se chegando e se solidarizando comigo e me aplaudindo espontaneamente. E gritando mensagens em defesa ao impeachment. Fiquei surpreso ao ver o absoluto isolamento do solitário manifestante contra o impeachment. Não sei os nomes dos que me aplaudiram e gritaram meu nome, por isso agradeço a todos por esta mensagem. Especialmente os muitos que ficaram fazendo fotos comigo.

Aviso que não vão me intimidar, eu estava apenas com minha esposa e continuarei assim. Alerto também que este comportamento termina empurrando os indecisos para votarem pelo impeachment. Afinal, se com o risco de perderem o poder se comportam assim, imagine se de fato perderem.

De qualquer forma, não é por causa desta grosseria que decidirei meu voto. Votarei o que me parecer melhor para o Brasil, como tenho feito desde que estou na política, sem mudar de propostas e de comportamento. E mudando de siglas se for preciso para manter minha coerência, do mesmo lado das transformações sociais e da ética na política."

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