Veja as notas do Itaú e da Globo

“As afirmações do sr. Grimaldi são infundadas e revelam absoluto desconhecimento sobre o modelo de investimento do Itaú Unibanco na área da cultura”

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A íntegra da nota do Itaú

Nota de Esclarecimento – Itaú Cultural

As afirmações do Sr. Grimaldi são infundadas e revelam absoluto desconhecimento sobre o modelo de investimento do Itaú Unibanco na área da Cultura. O Itaú Cultural não se vale de 100% de isenção fiscal como mencionado. Ao contrário, o Instituto trabalha com recursos diretos do grupo Itaú Unibanco sem incentivo fiscal, compondo parte do seu orçamento com o incentivo da Lei Rouanet utilizando o seu artigo 26 que exige contrapartida financeira. Esta é uma posição que vem sendo adotada historicamente pelo grupo Itaú Unibanco na instituição.

Para se ter uma ideia do que isso representa, em 2013 o orçamento total do Itaú Unibanco para o Itaú Cultural foi de R$ 72 milhões – R$ 20 milhões por meio da Lei Rouanet, sempre com base no artigo 26. Portanto fica evidente que a maior parte dos recursos utilizados pelo Itaú Unibanco não se vale das leis de incentivo à cultura, incorporando o real espírito de parceria público-privada a qual norteia a postura da organização na cultura.

Cabe ressaltar ainda que toda a programação e a circulação de bens culturais promovidas pelo Itaú Cultural em todo o país (shows, exposições, seminários, mostras de cinema e vídeo, espetáculos de dança, entre outras iniciativas) são gratuitas e alcançam cerca de 500 mil espectadores por ano.

A instituição também produz e mantém a mais abrangente enciclopédia das artes brasileiras na web, fonte de consulta para mais de 1,2 milhão de visitantes únicos ao mês, e mantém o programa Rumos, uma das mais longevas plataformas de fomento do país, que apoia sistematicamente a produção e difusão de trabalhos de artistas, produtores e pesquisadores por meio de editais públicos, cuja seleção está a cargo de comissões independentes. O programa já apoiou cerca de 1200 projetos nos últimos 17 anos, contribuindo para o desenvolvimento da produção da cultura no país. Os resultados desta iniciativa foram vistos por cerca de seis milhões de pessoas.

Em seu portfólio, o instituto registra, ainda, mais de 700 títulos publicados entre CDs, DVDs, CD-ROMs, vídeos, livros e enciclopédias. Este material, em um total de 900 mil itens, é distribuído gratuitamente entre bibliotecas, escolas da rede pública, instituições culturais e emissoras de rádio e televisão públicas e comunitárias em todo o Brasil. Há cinco anos, o instituto, em parceria com a Cátedra Unesco Políticas Culturais e Cooperação da Universidade de Girona, da Espanha, oferece o Curso de Especialização em Gestão Cultural, também gratuito. Ou seja, a atuação do Itaú Cultural tem objetivos culturais e artísticos com importantes desdobramentos sociais e não visa obtenção de lucro.

É oportuno ainda mencionar que o Itaú Unibanco tem longa tradição no investimento, apoio e difusão da arte brasileira. Só em 2013, o banco investiu em torno de R$ 180 milhões em projetos culturais no Brasil, sendo cerca da metade deste total realizado com recursos próprios. Foram 150 projetos apoiados em 12 estados do país.

Além do Instituto Itaú Cultural e das Salas de Cinema Itaú, iniciativas próprias da instituição no campo da cultura, o Itaú Unibanco tem investido consistente e sistematicamente em equipamentos públicos e privados de grande relevância, bem como em eventos centrais para a democratização da arte e da cultura no Brasil. Integram esta plataforma de investimentos o Auditório Ibirapuera (SP), o MIS (RJ), a Bienal Internacional das Artes (SP), O Paço das Artes (RJ), o Fundação Oscar Niemeyer (PR), a FLIP (Feira Literária de Paraty), a OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), o Festival de Dança de Joinville, o Festival de Teatro de Curitiba, a Bienal do Livro (SP).

Entre outras iniciativas, citamos, ainda, o Museu do Frevo (PE), a FLIPORTO (Festa Literária Internacional de Pernambuco), o Dragão do Mar (CE), a restauração e adaptação arquitetônica do antigo Palácio Arquiepiscopal de Salvador, para a implantação de um espaço de referência da história da Igreja Católica no Brasil, em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento Humano – IDH, a digitalização, tratamento, preservação e disponibilização do acervo da Fundação Casa de Jorge Amado, na mesma cidade.

Ao longo dos anos, o Itaú Unibanco constituiu, também, um acervo formado por mais de 12 mil obras. Recentemente, o Itaú Cultural iniciou uma coleção considerada pioneira na América Latina composta, até 2013, por 17 obras de arte e tecnologia e vídeo arte e que está em expansão. Os dois acervos foram constituídos sem incentivo fiscal e tem itinerado em exposições, com recortes específicos, por todo o Brasil, tendo sido visitadas por 1,4 milhões de pessoas desde 2010.

Por fim, lamentamos a maneira deselegante e despropositada com que o Sr. Grimaldi se refere a Milú Villela, presidente do Itaú Cultural, cuja história e práticas sempre se pautaram pelo compromisso com a democratização do acesso à cultura brasileira, como pode se observar nos dados apresentados aqui.

A íntegra da nota da TV Globo

"A celebração da diversidade e a convivência entre pessoas de classes, credos, origens e raças diferentes são  justamente marcas do ‘Esquenta’. O programa tem inclusive o lema ‘O que o mundo separa, o Esquenta junta’, lembrado constantemente pela apresentadora. Ao contrário de promover qualquer tipo de intolerância, a atração exalta e estimula o respeito entre todos, sempre num clima de diversão e bom humor, outras de suas características."
Comunicação da Globo

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