Vale recorre à Justiça para reverter interdição do Porto de Tubarão

Advogado da empresa argumenta que a interdição por tempo indeterminado do porto prejudica toda a economia do país

A Vale do Rio Doce acionou a Justiça nesta sexta-feira (22) para tentar reverter a decisão que resultou na interdição do Porto de Tubarão ontem, em Vitória, pela Polícia Federal. Os advogados da empresa entraram com um mandado de segurança no Tribunal Regional Federal da 2ª Região contra a decisão do juiz federal Marcos Vinicius Figueiredo de Oliveira, da 1ª Vara Federal Criminal. As informações são do jornal O Globo.

O mandado de interdição é resultado de representação oferecida pela PF em inquérito que investiga crimes ambientais decorrentes da emissão de poluentes atmosféricos e de partículas sedimentadas, conhecidas como pó preto, no mar e no ar da Grande Vitória.

O advogado da Vale Sérgio Bermudes argumenta que a interdição por tempo indeterminado do porto afeta não só a empresa – que tem um prejuízo diário de R$ 35 milhões – mas também toda a economia do país. “Espero que o juiz reavalie sua decisão porque ela está dilacerando a economia do país num momento tão crítico. A liminar dada é contra um problema já existente há vários anos, e é lamentável o juiz agora suspender as atividades do porto”, avalia Bermudes.

Na última quinta-feira (21), as empresas Vale e Arcelor Mittal foram multadas em R$ 34,2 milhões pela prefeitura de Vitória por danos ao meio ambiente decorrentes das atividades do Porto de Tubarão. A Vale informou que foi notificada pela Secretaria de Meio Ambiente de Vitória e avaliará os dados para se manifestar dentro do prazo estipulado pelo órgão.

Veja a matéria completa em O Globo

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