Vaccari não ficará em silêncio na CPI da Petrobras

Advogado diz que tesoureiro do PT responderá a todas as perguntas em depoimento marcado para a próxima quinta-feira. Pressionado até pelo partido deixar o cargo, petista nega envolvimento com esquema de corrupção

Acusado de receber propina em nome do PT, o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, responderá a todas as perguntas durante depoimento à CPI da Petrobras, marcado para a próxima quinta-feira (9), segundo o seu advogado, Luiz Flávio D’Urso. “Ele vai comparecer e responder a todas as perguntas”, declarou o advogado ao jornal O Globo. Luiz Flávio afirmou que não entrará com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito ao silêncio de seu cliente, que se apresentará à comissão como investigado.

O tesoureiro é pressionado pela oposição e até por petistas a se afastar do cargo. Na avaliação de integrantes do PT, sua permanência na tesouraria desgasta a legenda. Vaccari nega ter conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras e diz que jamais recebeu propina ou intermediou repasses ilegais para o partido.

O depoimento de Vaccari foi antecipado para esta semana depois que o vice-presidente da CPI, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), assumiu interinamente a presidência do colegiado durante viagem do presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB).

Imbassahy afirma que é fundamental ouvir Vaccari por causa das acusações feitas contra ele pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que o associam ao esquema de corrupção.

Vaccari é réu em um dos processos da Operação Lava Jato e também figura na relação dos investigados no Supremo Tribunal Federal (STF). O tesoureiro petista responde por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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