TSE registra quase 1,2 mil prisões nas eleições

Dados da Justiça Eleitoral consolidados às 14h10 foram enviados pelos tribunais regionais. Até agora, 234 foram detidos por diversos crimes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou há pouco os primeiros dados consolidados de prisões relacionadas às eleições 2012. De acordo com balanço divulgado pela corte, 1.172 pessoas foram detidas por diversos crimes. Deste total, 234 eram candidatos. Os números, fechados até as 14h10, são fornecidos pelos tribunais regionais e consolidados em Brasília por técnicos do TSE.

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De acordo com os dados divulgados, o estado que teve o maior número de candidatos envolvidos em ocorrências com prisão foi o Rio de Janeiro. Até o momento, são 72. Depois, vem Minas Gerais, com 35, Mato Grosso (23) e Goiás (19). São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, teve quatro candidatos detidos. Nos estados do Acre, do Amazonas e de Roraima não há registros de prisões.

Os números divulgados pelo TSE apontam para o crime de boca de urna como a principal causa de prisões em todo o país entre candidatos. Das 234 detenções, 151 foram decorridas da distribuição e/ou veiculação de propaganda política no dia da eleição.

Também nesse caso o maior número de postulantes detidos foi registrado no Rio de Janeiro. O estado teve reforço de forças federais e do Exército desde o início da semana, especialmente em favelas com domínio de milícias.

Urnas inutilizadas sobem para 1.601

Assim como nas ocorrências registradas com candidatos, o Rio de Janeiro teve, até o início da tarde, o maior número de eleitores presos por crimes eleitorais. O TRE local registrou 322 ocorrências. Rio Grande do Sul teve 114, Minas Gerais 112 e Bahia 71. Já Amazonas e Amapá não tiveram prisões de pessoas. A boca de urna também foram responsáveis pelo maior número de detenções: 577.

Além da propaganda feita em frente as zonas eleitorais, houve prisão de candidatos por divulgação irregular de material de campanha (38), por transporte ilegal de eleitores (10), fornecimento ilegal de alimentos (5) e corrupção eleitoral (17) e uso de alto falantes e amplificadores (6). Os números não são discriminados pelos cargos em disputa. Um novo balanço deve ser divulgado à noite.

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