Nos jornais: três empresas bancam 65% da arrecadação de presidenciáveis

JBS, a dona da marca Friboi, Ambev, e a construtora OAS respondem por mais da metade dos recursos destinados aos candidatos à Presidência, segundo a primeira prestação de contas desta campanha, divulgada pelo TSE

Folha de S. Paulo

Três empresas bancam 65% da arrecadação de presidenciáveis

Três empresas --JBS, a dona da marca Friboi, Ambev, a das bebidas, e OAS, a construtora-- são responsáveis por 65% do financiamento das campanhas eleitorais pela Presidência da República até aqui.

O dado é da primeira rodada de prestações de contas das campanhas, conjunto de informações divulgado nesta quarta-feira (6) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No total, os 11 candidatos a presidente e seus comitês financeiros arrecadaram R$ 31,2 milhões. As empresas são responsáveis por 91% desse total. Outros 6% são de financiamento público, por meio dos Fundos Partidários. Pessoas físicas contribuíram com os demais 3%.

A JBS lidera o ranking de financiadores. Foi a empresa que mais doou para a presidente Dilma Rousseff (R$ 5 milhões), a que mais doou para o senador tucano Aécio Neves (também R$ 5 milhões) e ainda a segunda da lista do candidato do PSB, Eduardo Campos (R$ 1 milhão).

Os R$ 11 milhões investidos pela JBS representam 35% do total geral desta primeira rodada de contas eleitorais.

Por meio de sua assessoria, a empresa informou que "faz esse tipo de doação há bastante tempo" para "participar do processo político".

"Nossas doações seguem as relações que mantemos com os partidos, tanto nacionalmente quanto nos Estados", disse. "As doações ao PT e ao PSDB foram maiores por conta da maior presença e pulverização desses partidos no país", disse a firma.

Despesa de Padilha informada ao TSE soma R$ 33 mi

A campanha de Alexandre Padilha (PT) ao governo paulista informou, em sua primeira prestação de contas à Justiça Eleitoral, despesa de R$ 33,1 milhões --o equivalente a quase 175 vezes o valor de R$ 188 mil registrada pelo petista na largada da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Segundo a assessoria de Padilha, o montante é a previsão de gastos declarada a partir dos contratos que já foram firmados, mas não saiu efetivamente do caixa da campanha. A assessoria, porém, não informou o gasto real do candidato nem soube explicar por que foi adotado esse modelo.

Na prestação, o principal custo é com a produção da propaganda eleitoral na TV --R$ 25 milhões. A despesa com a equipe jurídica é de R$ 1,7 milhão, e com a de comunicação, R$ 1,6 milhão.

Dilma se irrita e dá resposta confusa sobre articulação do governo em CPI

A presidente Dilma Rousseff mostrou irritação e deu uma resposta confusa ao falar sobre a interferência de assessores do Palácio do Planalto nos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para examinar negócios da Petrobras.

A Folha mostrou na quarta-feira (6) que Luiz Azevedo, número 2 do ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela articulação política do governo com o Congresso, ajudou a elaborar o plano de trabalho da CPI.

Paulo Argenta, outro assessor da SRI, também atuou para evitar que a comissão saísse do controle do governo.

Questionada sobre o tema após sabatina na CNA, Dilma disse que o Planalto não é "expert em petróleo e gás".

Para ela, que foi presidente do Conselho de Administração da estatal, não faria sentido integrantes do Planalto terem atuado, porque somente pessoas do setor de petróleo ou da própria empresa teriam conhecimento técnico para elaborar perguntas sobre os temas da CPI.

Combinação em comissões sempre ocorre, diz ministro

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse que a combinação de depoimentos em CPIs "vem desde Pedro Álvares Cabral. Na primeira CPI, já deve ter acontecido isso". Para ele, não há como negar tal realidade. "A não ser que queiramos fingir que somos todos inocentes, que somos muito hipócritas, e falar: Não, isso não acontece'".

Em entrevista à Folha e ao UOL, Paulo Bernardo declarou que "deputado não é promotor" e que as CPIs são políticas. Para ele, a polêmica sobre combinação de perguntas com depoentes na investigação da Petrobras é "tempestade em copo d'água para ver se alavanca a oposição".

Graça Foster recorre ao Supremo para não ter seus bens bloqueados

A presidente da Petrobras, Graça Foster, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (6) um recurso pedindo para que seus bens não sejam indisponibilizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) num processo que trata da compra da refinaria de Pasadena (EUA).

Na prática, a defesa de Foster pede que ela seja incluída no mandado de segurança enviado ao STF na semana passada pelo ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. No documento, os advogados tentam derrubar a decisão do TCU que decretou o bloqueio de bens de 11 executivos da estatal para garantir a devolução de valores estimados em US$ 792 milhões decorrentes de irregularidades na aquisição da refinaria.

Disputa por relatoria adia o início da CPI dos trens

Um impasse entre PT e PMDB inviabilizou, nesta quarta (6), o início dos trabalhos da CPI mista (Comissão Parlamentar de Inquérito formada por deputados e senadores) sobre o cartel dos trens em São Paulo. Os dois partidos --adversários na eleição do governo paulista-- disputam a relatoria da comissão e, sem chegar a um consenso, impediram que a CPI iniciasse as investigações.

O PT articulava a indicação do deputado federal Renato Simões (PT-SP) como relator da CPI mista.

Ao mesmo tempo, o PMDB da Câmara quer o comando da relatoria para controlar o poder de fogo da comissão às vésperas das eleições.

Tio de Campos continua em diretoria de estatal federal

Tio do candidato de oposição à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), Marcos Arraes de Alencar continua ocupando um cargo de direção na estatal federal Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), apesar de há seis meses o governo de Pernambuco, então comandado pelo sobrinho, ter informado que ele havia pedido demissão.

Alçado ao cargo em 2011 por indicação da gestão de Campos em Pernambuco --o governo estadual tem participação minoritária na estatal--, Marcos Arraes disse nesta quarta-feira (6) que nunca pediu para sair, embora tenha avaliado a hipótese.

Ele afirma que conversou com Campos sobre sua permanência. "Consultei [Campos], claro. (...) Ele me disse: Se você pedir demissão, vou ter que indicar outro, então dá no mesmo'", afirmou o tio do presidenciável.

Santander demitiu quatro por informe que irritou petistas

O banco Santander demitiu quatro funcionários --e não apenas um, como se imaginava até agora-- por causa do polêmico informe distribuído a clientes VIPs em julho, no qual descreve a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) como uma ameaça à economia do país.

Enviada a correntistas de alta renda, a análise provocou reações agressivas do governo e do PT, que falaram em terrorismo eleitoral e em boicote contra o banco. O Santander assumiu ter cometido um erro e pediu desculpas publicamente.

No mercado financeiro, passou-se a especular que a direção do banco teria cedido a pressões e promovido as demissões para acalmar Dilma e seu partido.

Agronegócio critica Dilma em sabatina

Em fala a empresários do agronegócio, a presidente Dilma Rousseff recebeu críticas por não fazer propostas concretas para o setor num eventual segundo mandato.

Aécio Neves (PSDB), que esteve mais confortável por falar a um público que, majoritariamente, o apoia, recebeu elogios dos produtores.

Já Eduardo Campos (PSB) foi cobrado pelas posições de sua vice, Marina Silva, historicamente adversária do setor. O discurso de Campos, porém, também foi bem avaliado, mesmo com queixas de seu estilo "cauteloso" ao tratar de temas ambientais.

Garotinho promete auditar contratos do governo Cabral

O deputado Anthony Garotinho (PR), 54, candidato ao governo do Rio, afirmou nesta quarta (6) que, se eleito, fará auditoria em todos os contratos assinados na gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), seu rival político. Citou como alvo renovações das concessões de trem e metrô.

Na sabatina Folha, UOL (ambos do Grupo Folha) e SBT, disse ser um "sobrevivente" por liderar as pesquisas, apesar de "enfrentar poderosos", e que isso decorre de "paixão secreta" do povo.
Governo cuidou de cavalos de Requião no PR

A estrutura do governo do Paraná foi utilizada para a manutenção de cavalos do senador Roberto Requião, candidato do PMDB ao governo estadual --indicam documentos de inquérito da Polícia Militar. O Ministério Público do Estado também investiga o caso.

O emprego da estrutura da PM para cuidados e transporte de 88 animais, de raças como mangalarga e quarto de milha e nomes como "Lambão", "Boate" e "Monarca", ocorreu na gestão de Requião no Paraná, de 2003 a 2010.

Considerando o custo mensal de manutenção de cada cavalo (R$ 1.000 a R$ 1.500), o gasto com os animais do senador pode ter superado o valor de R$ 8 milhões.

Procurado, Requião não comentou o caso. Ao jornal "Gazeta do Povo" a defesa de Requião negou irregularidades e disse que os animais eram usados em policiamento.

Segundo o inquérito, aberto em maio, o regimento da polícia era "responsável direto pelos cuidados, trato e manejo" dos cavalos.

O Globo

Empresa JBS Friboi é a maior doadora das campanhas de Dilma e Aécio

Líder mundial em processamento de carne, a JBS Friboi foi a maior doadora, no primeiro mês de campanha, dos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais: a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e Aécio Neves (PSDB). A empresa contribuiu com R$ 5 milhões para cada um. O valor é praticamente a metade do total arrecadado pelas campanhas petista e tucana, R$ 10,1 milhões e R$ 11 milhões, respectivamente.

O segundo maior doador da campanha de Dilma é a CRBS, do grupo Ambev, fabricante de bebidas, com R$ 4 milhões. A empresa também contribuiu para a campanha do tucano, mas com uma quantia menor: R$ 1,2 milhão. No caso de Aécio, a segunda maior contribuição foi dada pela construtora OAS, com R$ 2 milhões.

Já o candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos arrecadou R$ 8,2 milhões no primeiro mês de campanha. Os recursos foram depositados no Comitê Financeiro Nacional. O maior doador individual foi a Arosuco Aromas e Sucos, uma das empresas da Ambev. Ela doou R$ 1,5 milhão para o comitê. As construtoras, somadas, contribuíram com R$ 1,9 milhão, e o grupo Safra, com mais R$ 1 milhão. Duas empresas que atuam na área de energia — a Coopersucar S/A e a Cosan Lubrificantes — deram mais R$ 2 milhões.

Ministro da articulação e diretor petista da Petrobras debateram rumos da CPI
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, recebeu na segunda-feira, no final da tarde, em sua sala no Palácio do Planalto, o diretor corporativo da Petrobras, José Eduardo Dutra, para discutir os rumos da polêmica em torno das revelações de que a petroleira, senadores do PT e membros do governo discutiram e combinaram as perguntas que seriam feitas nos depoimentos de dirigentes da estatal na CPI no Senado. O encontro entre os dois não está registrado na agenda do ministro.

A assessoria de Berzoini confirmou a reunião, mas informou que não sabia o que foi discutido. Dutra, porém, admitiu que os dois falaram sobre a CPI.

Padilha é o candidato que declarou maior gasto com campanha eleitoral

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, declarou o maior gasto com a campanha eleitoral no estado, superando as despesas apresentadas pelos presidenciáveis. Na primeira prestação de contas à Justiça Eleitoral, divulgada nesta quarta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista, que apareceu com 5% na última pesquisa Ibope, informou gasto de R$ 33,2 milhões, quase três vezes mais do que a soma dos valores registrados por Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PT). Juntos, os três fizeram despesas de R$ 12 milhões.

Candidato à reeleição, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), fez despesas de R$ 5,7 milhões e Paulo Skaf (PMDB), R$ 2,7 milhões.

O gasto declarado por Padilha não acompanha o ritmo das doações feitas a ele. Dos principais candidatos, ele foi o que teve o pior desempenho na arrecadação neste primeiro mês de campanha: R$ 188 mil, contra R$ 6 milhões de Alckmin e R$ 4,3 milhões de Skaf.
O Estado de S. Paulo

Aécio arrecada mais para campanha que Campos e Dilma

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Correio Braziliense

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