Trechos dos discursos dos presidentes

Veja o que disseram os governantes brasileiros, de Castelo Branco a Lula, no momento das suas posses

Humberto de Alencar Castelo Branco (discurso à população em 11 de abril de 1964 e discurso ao Congresso em 15 de abril de 1964)

“Minha eleição no Congresso Nacional, em expressiva votação, traduz, sobremaneira, o pesado fardo das responsabilidades que sabia já haver assumido, ao aceitar a indicação de minha candidatura à Presidência da República pelas forças políticas ponderáveis, sob a liderança de vários governadores de estado.

O calor da opinião pública, através de autênticas manifestações populares e de numerosas entidades de classe, estimulou-me a essa atitude”

Arthur da Costa e Silva (discurso ao Congresso em 14 de março de 1967)

“A Presidência da República não é apenas uma forma de exercício administrativo. É muito mais do que um cargo executivo. É, acima de tudo, um posto de comando moral. Assim a compreendo e quero exercê-la, com a suprema aspiração de ser útil ao meu país, na medida humilde do que sou”

Emílio Garrastazu Médici (discurso ao Congresso em 30 de outubro de 1969)

“Fiz tudo o que estava ao meu alcance para que meu nome não fosse cogitado. Não consegui, porém, demover meus pares, que tomaram a seu cargo a tarefa de resolver o problema sucessório, nem mesmo os três ministros militares foram sensíveis a meu apelo.

Não valeram e nem foram consideradas as razões que me levaram a declarar, mais de uma vez, meu veemente desejo de não ocupar tão elevado cargo.

Há 45 anos sirvo ao Exército e a ele, somente a ele e à Nação, consagrei todo o meu preparo profissional”.

Ernesto Geisel (discurso ao povo em 15 de janeiro de 1974 e na transmissão do cargo – não houve discurso no Congresso – no Palácio do Planalto em 15 de março de 1974)

“Ao ser eleito para o exercício da Presidência da República no próximo período governamental, pelo voto de expressiva maioria dos representantes do povo brasileiro que integram o colégio eleitoral (...) sejam minhas primeiras palavras as de uma mensagem cordial, impregnada de verdade e franqueza, à Nação.

Declaro-me, desde logo, seu servidor número um, em termos de responsabilidade tão ampla quanto árdua que, em plena consciência, assumo”

Joao Batista Figueiredo (discurso de posse em 15 de março de 1979, logo depois da decisão do colégio eleitoral)

“Deus me premiou ao fazer-me receber esta faixa, insígnia da mais alta magistratura de nossa Pátria, das mãos honradas de Vossa Excelência [dirigindo-se a Geisel].

O elogio de seu governo, melhor do que eu, toda a Nação aí está para dar testemunho da história real dos cinco anos que hoje se encerram. Como seu antigoministro, tudo o que diga será pouco”.

José Sarney (discurso de posse em 15 de maio de 1985)

“Estou com os olhos de ontem.

E ainda prisioneiro de uma emoção que não se esgota.

O Deus de minha fé, que me guardou a vida, quis que eu presidisse a esta solenidade. Ele não teria me trazido de tão longe se não me desse também, na sua bondade, as virtudes da paciência, do equilíbrio, da coragem, do idealismo, da firmeza e da visão maior das nossas responsabilidades perante a Nação e sua história”.

Fernando Collor (discurso na posse no Congresso em 15 de março de 1990

“Minha eleição retrata a confirma as liberdades cívicas. Espero dos partidos, das entidades e dos cidadãos que atuem com o melhor sentido de interesse público. Para minhas propostas, tanto desejo apoio consciente, fundamentado e sincero quanto preciso da crítica que nasça de uma avaliação objetiva e racional das medidas que proponha. Tenho certeza de que o apoio e a crítica serão balizados sempre pela determinação patriótica de colaborar na construção coletiva de nosso futuro. Assim é nas grandes democracias. Assim há de ser no Brasil”.

Itamar Franco (ao povo em 30 de dezembro de 1992)

“Pode orgulhar-se a nação capaz de dominar as suas mais graves crises políticas na ordem da Lei. Sábio é o povo que, na conquista e preservação de sua própria liberdade, expressa veemência no calor das ruas e na serenidade dos seus atos”.

Fernando Henrique Cardoso (discurso no Congresso Nacional em 1º de janeiro de 1995)

“Venho somar as minhas esperanças à esperança de todos neste dia de congraçamento.

Permitam que, antes do presidente, fale aqui o cidadão que fez da esperança uma obsessão, como tantos brasileiros.

Pertenço a uma geração que cresceu embalada pelo sonho de um Brasil que fosse ao mesmo tempo democrático, desenvolvido, livre e justo”.

Fernando Henrique Cardoso (discurso no Congresso Nacional em 1º de janeiro de 1999)

“Compareço ao Congresso Nacional para receber, pela segunda vez, a mais alta distinção a que um homem público pode aspirar.

Agradeço aos milhões de brasileiras e brasileiros, aos jovens e aos idosos, aos que moram nas cidades assim como nos campos, que, como voto, sufragaram as ideias que temos defendido e as mudanças que estamos empreendendo”.

Luiz Inácio Lula da Silva (discurso no Congresso em 1º de janeiro de 2003 e ao povo, no Parlatório do Palácio do Planalto, no mesmo dia)

“Mudança! Esta é a palavra chave, que foi a grande esperança da sociedade brasileira nas eleições de outubro. A esperança finalmente venceu o medo, e a sociedade brasileira decidiu que estava na hora de trilhar novos caminhos”

Luiz Inácio Lula da Silva (discurso no Congresso em 1º de janeiro de 2007 e ao povo, no Parlatório do Palácio do Planalto, no mesmo dia)

“Quatro anos atrás, nesta Casa, em um primeiro de janeiro, vivi a experiência mais importante de minha vida – a de assumir a Presidência do meu país.

Não era apenas a realização de um sonho individual. O que então ocorreu foi o resultado de um poderoso movimento histórico do qual eu me sentia – e ainda hoje me sinto – parte e humilde instrumento”.

 

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