Teori nega sigilo para investigar contas de Cunha na Suíça

Presidente da Câmara pediu segredo de justiça sobre processo que investiga se ele tem dinheiro proveniente de propina em quatro contas no país europeu

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, negou um pedido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que fosse mantido em sigilo o inquérito que investiga supostas contas do deputado na Suíça abastecidas com dinheiro proveniente de propinas de contratos da Petrobras. As informações são da Folha de S.Paulo.

O parlamentar solicitou ao STF que deixasse em segredo de justiça o dossiê enviado pelo Ministério Público da Suíça ao Brasil. Teori declarou que não existem fundamentos que justifiquem um sigilo do processo.

"A hipótese dos autos não se enquadra em qualquer das situações em que se imponha reserva à cláusula de publicidade. A documentação que acompanha o pedido de abertura de inquérito não decorreu de medida cautelar processada no Brasil, tendo sido colhida e encaminhada pelas autoridades da Confederação Suíça sem regime de sigilo", destacou o ministro.

Segundo os investigadores, parte do capital movimentado por Cunha tem como origem um contrato de US$ 34,5 milhões assinado pela Petrobras para compra de um campo de exploração de petróleo em Benin, na África.

A Suíça encontrou quatro contas associadas ao presidente da Câmara e sua mulher. Os documentos indicam entradas de R$ 31,2 milhões e saídas de R$ 15,8 milhões, entre 2007 e 2015, em valores corrigidos. Os depósitos e retiradas foram realizados em dólares, francos suíços e euros em uma intensa circulação de dinheiro entre as contas.

O MP suíço chegou a bloquear 2,469 milhões de francos suíços (R$ 9,6 milhões) de Cunha e da mulher, sendo 2,3 milhões de francos suíços do deputado (R$ 9 milhões).

Leia aqui a integra da matéria da Folha de S.Paulo

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