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Temer retira indicação de Calero para Autoridade Pública Olímpica; oposição critica

Cancelamento de indicação foi publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União. Para líder oposicionista, exclusão de Calero é retaliação a ex-titular da Cultura por causa das denúncias feitas por ele contra Geddel

 

O presidente Michel Temer revogou a indicação feita em agosto do então ministro da Cultura Marcelo Calero para o cargo de Autoridade Pública Olímpica. A desistência, publicada na edição desta terça-feira (29) do Diário Oficial da União, foi criticada pelo líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), que acusou o peemedebista de retaliar Calero.

O ex-ministro da Cultura provocou a maior crise política do governo Temer, ao atribuir seu pedido de demissão às pressões feitas pelo então ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, na liberação de um prédio onde ele tem um imóvel em Salvador. Calero acusa Geddel, Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, de pressioná-lo a influenciar em decisão do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a rever sua posição e autorizar o andamento das obras do edifício La Vue, de altura correspondente a 30 andares, em área próxima a edificações tombadas na capital baiana.

“É mais uma medida que depõe contra o governo”, criticou Lindbergh. O senador entregou à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) parecer favorável à indicação de Calero para o órgão. Em outubro, o então ministro da Cultura pediu à Casa Civil a retirada da indicação de seu nome. Mas o pedido foi ignorado na ocasião. Ele alegava que o volume de trabalho seria grande e incompatível com a agenda da Cultura.

Calero entregou gravações que fez com Temer, Padilha, Geddel e outras autoridades à Polícia Federal. Em entrevista ao Fantástico, no último domingo, ele disse que o presidente lhe sugeriu fazer "chicana" jurídica para atender o interesse do então articulador político do governo. Também no domingo, em entrevista coletiva, Temer chamou de "indignidade" e "deslealdade" gravar conversas com um presidente da República. Ele nega ter pressionado o auxiliar e diz que apenas "arbitrou" um conflito.

Com informações da Agência Senado

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